segunda-feira, 7 de julho de 2008

há palavras e palavras

há palavras que nos tocam

Há olhares que nos matam

e outros que rescussitam....

Há toques que incendeiam

e outros que apagam a chama.

Voláteis momentos

energias negativas

combinadas em explosões multi cores que se compõem a vida...

Momentos fugazes em que somos arrebatados

pela simplicidade da vida

e outros violentos e estáveis como a mentira enraizada no sangue coagulado.

O que é a vida senão momentos como estes e outros

que nos marcam como tatuagens de emoção e de sangue vivo...

Vive,

Vivo.

Morte

Morto.

A transfiguração de um estado para o outro não é assim tão grande,

um passo de distância os separa,

o regresso à terra prometida é sempre mais difícil quando não conhecemos o caminho.

Perda

Perco-me

em mim..

não sei

Encontro-me...

Encontrem-me.

Orações despedaçadas

não colam corações estilhaçados

e lágrimas feitas

já não desfazem os rios vincados de línguas amargas que percorrem indistintamente o seu caminho.

Solta..

Solto..

Verdade

Mentira

O passo é sempre curto demais e o caminho de regresso é mais difícil que o passo em frente.

Em cada degrau que desço subo mais dois para descer outro novamente,

Fico aqui

No sítio do costume

no poisio do lugar nenhum.

Sem estas palavras não avançava dois passos para trás nem um para frente

com elas fico onde comecei.

Deitado no joio da esperança

encaro o leite derramado de uma etiqueta desfeita e de um pranto sufocado.

Num prado verdejante as coisas simplesmente verdejam

no deserto desertificam

e em mim esquecem.

Caminhei mil passos antes de começar a minha caminhada e outros tantos ficarão por fazer

Porque há sempre mais que um caminho

e há sempre mais que um destino

mesmo quando não sabemos o caminho de volta para casa

e esta seja em lugar nenhum.

Nunca é tarde para chegar mais cedo que o nunca.

E nunca nada fez mais sentido do que nada disto ser sentido

Antes esquecido e amarfanhado num bilhete de ida sem volta à casa partida.

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