Uma nota final para dizer que também este blogue vai chegar ao fim...
Por varíadissimas razões, tais como não me identificar com o nome do mesmo nem com os textos magoados que aqui perfilaram.
A vida é mais que um chorrilho de dor e de mágoa e os nomes só interessam a quem precisa deles.
Quero partir desta cidade, encontrar novos desafios, novos amores, novos eus, novas vidas...
Por aqui tudo já foi feito, tudo já foi encetado, não mais posso dizer que ainda não fiz isto ou aquilo...
Preciso de tentar encontrar o que há no fim do arco íris. Talvez seja essa a minha missão, calcorrear o mundo, a escrever claro. A escrita estará sempre comigo. A preciosa caneta. Não mais escrevo para expôr de forma masoquista ou misógena, como preferirem, os meus sentimentos.
Isto foi uma parte de mim.
Eu não sou só isto.
Tenho o mapa da aventura a deslizar-me pelos dedos e vou com todas as minhas forças percorrer o mundo invencivel até que a chama que me invade o espírito finalmente se apague e com esse findar também aí tenha escrito todas as minhas memórias.
Para os que me perderam encontramo-nos por aí, para os que ainda vou encontrar pode ser que nos possamos perder...é já ali no outro lado do mundo.
De patife a anjo a demónio a malandro num espaço de um sorriso.
Todos nós somos isto e muito mais.
O que distingue um indivíduo do outro é a audácia de atirar tudo às malvas em busca da aventura com um simples propósito...com apenas isto em mente...e porque nâo?
Amiguinhos e amiguinhas, pessoas que me disseram a verdade, pessoas que me disseram a mentira, pessoas que me fizeram sorrir, pessoas que me fizeram ser o que sou, a todos, obrigado.
Quiçá vemo-nos num livro um dia, ou quem sabe no outro lado do mundo, seja ele qual for.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
de volta
cá estou para matar a saudade com um tiro no meio da testa.
Há muito que não deixava umas linhas soltas por aqui e achei que não há melhor altura como o presente.
Para dizer apenas isto...sinto-me feliz. Finalmente. No topo da minha solidão encontrei-me.
Não sei para onde vou e o que quero senão o momento. Fixo-me em cada detalhe, o nascer do dia o cair da noite um beijo roubado um olhar malandro..acordes e notas soltas pela madrugada lúbrica.
Perco-me em vielas antigas e sorvo o que esta cidade me dá. sou filho dela e neto da lua.
Viajo sem destino sem pousar os pés na calçada que me traça o caminho.
Vadio diletante malandro das mil caras e das mil poses, sem vagar para andar devagar nem vogar para divagar senão em todo o instante.
Perceberam?
Não faz mal. Estou a escrever para mim.
Porque posso e porque eu sou a minha melhor testemunha para saber que este é o momento mágico da vida, onde tudo acontece, onde o tango se desenha no céu onde o fado se escuta nas esquinas, onde o sangue corre quente e os lábios se procuram.
E tanto mais faço-o porque gosto. Vivo para isto. Para morrer e renascer. Para chorar e rir até rebentar e raiar felicidade por cada poro.
Exagero?
Talvez, mas tudo tem uma razão de ser.
Porquê?
Porque posso e porque as palavras me saem como asas da boca e voam em direcção à estratosfera dos sentimentos.
Por agora chega, mas volto em breve, assim que a loucura me obrigar a sentar novamente para deixar mais umas letritas com remetente desconhecido.
Até lá, fica um beijo mordido nos lábios da nostalgia.
Há muito que não deixava umas linhas soltas por aqui e achei que não há melhor altura como o presente.
Para dizer apenas isto...sinto-me feliz. Finalmente. No topo da minha solidão encontrei-me.
Não sei para onde vou e o que quero senão o momento. Fixo-me em cada detalhe, o nascer do dia o cair da noite um beijo roubado um olhar malandro..acordes e notas soltas pela madrugada lúbrica.
Perco-me em vielas antigas e sorvo o que esta cidade me dá. sou filho dela e neto da lua.
Viajo sem destino sem pousar os pés na calçada que me traça o caminho.
Vadio diletante malandro das mil caras e das mil poses, sem vagar para andar devagar nem vogar para divagar senão em todo o instante.
Perceberam?
Não faz mal. Estou a escrever para mim.
Porque posso e porque eu sou a minha melhor testemunha para saber que este é o momento mágico da vida, onde tudo acontece, onde o tango se desenha no céu onde o fado se escuta nas esquinas, onde o sangue corre quente e os lábios se procuram.
E tanto mais faço-o porque gosto. Vivo para isto. Para morrer e renascer. Para chorar e rir até rebentar e raiar felicidade por cada poro.
Exagero?
Talvez, mas tudo tem uma razão de ser.
Porquê?
Porque posso e porque as palavras me saem como asas da boca e voam em direcção à estratosfera dos sentimentos.
Por agora chega, mas volto em breve, assim que a loucura me obrigar a sentar novamente para deixar mais umas letritas com remetente desconhecido.
Até lá, fica um beijo mordido nos lábios da nostalgia.
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Cada dia morro mais um pouco
a cada hora que passa, mais me distancio da realidade
desfeito em pedaços
colo apenas os suficientes para continuar
preso por retalhos
e feito em detalhes
continuo a corrida com mais um trago.
Prometo-te que estou bem,
e em cada vago sorriso e acender de cigarro
cruzo o meu fim num piscar de olhos.
Rastejo pelos corpos depositados e detritos enjeitados
que populam a minha mente
grito mas ninguém me ouve,
ninguém me pode ouvir
ninguém me pode sentir.
Só eu sei do fim
só eu sei para onde isto vai
só eu conto aqui.
Com asas nos olhos
pouso longe
bem longe de ti.
sou o que sou.
não me podem ter
não me podem catalogar..
Usem-me e livrem-se de mim
como eu faço com todos vós.
De alma feita em fanicos
iludo a maré
e aludo à maralha sem perder pitada do caminho da destruição.
Amanha é um novo dia e nem sequer desconfio que ele vem a caminho com passadas largas.
Vejo a rota mas perco-me em cada traço contínuo
sem saber para onde me levarão a seguir.
Tudo o resto são cantigas e intrigas
tudo o resto são mentiras e alegrias
todas juntas não fazem uma.
Nú na escuridão
vestido na claridade
despido na realidade
iludido na fantasia
junto sal e limão
e bebo como se não houvesse amanhã.
Faço hoje 2000 anos que cá estou
a açoitar o diabo com penas de anjo.
Resvalo na loucura do ser
e arremesso barcos à deriva na mente mais que perfeita em correntes de ouro e velas de fé.
sobra-me tempo para matar com uma colher romba
arranco o coração e espero que ele deixe de bater.
só para matar o tempo.
só para parar de me ouvir.
Sonho em sonhar comigo
só para me poder ver,
uma vez que tenho os olhos longe de mim
e o meu ser anda ao castigo.
Verto gotas de sangue alheio para cima de mim
e danço na chuva ácida que se apresta a cair sobre o fim.
Só para me ouvir dizer não
tenho de viver mais do que mil sims
e sobretudo , nunca visto sobretudo quando tenho almas para tirar.
Dobro as esquinas com a força de um deus
e calcorreio os passeios em busca de nada sem ser de sentir o chão a passar sobre mim.
Adivinhem quem sou eu?
Já acertaram?
Sou o que sou
igual a todos vós
e diferente em todas as frentes
fazendo frente a um mar de gente
só para ser mais igual que o identico
e mais semelhante que o meu próprio semelhante diluído em notas falsas de monopólio
e falinhas mansas de playboy.
Sem coração
Sem pesar
tiraste-me tudo isso com uma bala de canhão
deixando-me prostrado no campo de batalha.
Mais um dia e desapareço
mais uma noite e eu esqueço
mais uma hora e eu arrefeço..
mais nada do que diga me lava as feridas
que jamais esqueço
porque todo este sangue derramado faz parte de mim
e por muito que não queira
cada dia morro mais um pouco
e não corro para lado nenhum.
a cada hora que passa, mais me distancio da realidade
desfeito em pedaços
colo apenas os suficientes para continuar
preso por retalhos
e feito em detalhes
continuo a corrida com mais um trago.
Prometo-te que estou bem,
e em cada vago sorriso e acender de cigarro
cruzo o meu fim num piscar de olhos.
Rastejo pelos corpos depositados e detritos enjeitados
que populam a minha mente
grito mas ninguém me ouve,
ninguém me pode ouvir
ninguém me pode sentir.
Só eu sei do fim
só eu sei para onde isto vai
só eu conto aqui.
Com asas nos olhos
pouso longe
bem longe de ti.
sou o que sou.
não me podem ter
não me podem catalogar..
Usem-me e livrem-se de mim
como eu faço com todos vós.
De alma feita em fanicos
iludo a maré
e aludo à maralha sem perder pitada do caminho da destruição.
Amanha é um novo dia e nem sequer desconfio que ele vem a caminho com passadas largas.
Vejo a rota mas perco-me em cada traço contínuo
sem saber para onde me levarão a seguir.
Tudo o resto são cantigas e intrigas
tudo o resto são mentiras e alegrias
todas juntas não fazem uma.
Nú na escuridão
vestido na claridade
despido na realidade
iludido na fantasia
junto sal e limão
e bebo como se não houvesse amanhã.
Faço hoje 2000 anos que cá estou
a açoitar o diabo com penas de anjo.
Resvalo na loucura do ser
e arremesso barcos à deriva na mente mais que perfeita em correntes de ouro e velas de fé.
sobra-me tempo para matar com uma colher romba
arranco o coração e espero que ele deixe de bater.
só para matar o tempo.
só para parar de me ouvir.
Sonho em sonhar comigo
só para me poder ver,
uma vez que tenho os olhos longe de mim
e o meu ser anda ao castigo.
Verto gotas de sangue alheio para cima de mim
e danço na chuva ácida que se apresta a cair sobre o fim.
Só para me ouvir dizer não
tenho de viver mais do que mil sims
e sobretudo , nunca visto sobretudo quando tenho almas para tirar.
Dobro as esquinas com a força de um deus
e calcorreio os passeios em busca de nada sem ser de sentir o chão a passar sobre mim.
Adivinhem quem sou eu?
Já acertaram?
Sou o que sou
igual a todos vós
e diferente em todas as frentes
fazendo frente a um mar de gente
só para ser mais igual que o identico
e mais semelhante que o meu próprio semelhante diluído em notas falsas de monopólio
e falinhas mansas de playboy.
Sem coração
Sem pesar
tiraste-me tudo isso com uma bala de canhão
deixando-me prostrado no campo de batalha.
Mais um dia e desapareço
mais uma noite e eu esqueço
mais uma hora e eu arrefeço..
mais nada do que diga me lava as feridas
que jamais esqueço
porque todo este sangue derramado faz parte de mim
e por muito que não queira
cada dia morro mais um pouco
e não corro para lado nenhum.
quinta-feira, 4 de junho de 2009
fuga
apetece-me fugir..
voar por aí ao sabor do vento
berrar a plenos pulmões que estou vivo...que existo...
mas estou cá em baixo..
enquanto o circo arde estou preso a um anel de fogo que me consome em labaredas sem fim.
Rodopio incadescente que me abraça
até às cinzas voltar..
Apetece-me tirar férias de mim próprio
e flutuar entre paredes desafiando a matéria.
Quero despir esta pele
quero tudo e tanto mais..
Nada nas mãos nada nas mangas..nada em mim.
Estou-me a despojar de tudo o que me possa prender à terra e ainda assim estou aqui.
Quantos dias me separam de uma alegria contagiante e de um toque apaixonante?
Quantas noites mais ainda terei de dormir sem sonhar?
Estou cansado demais para me responder, quero apenas sair daqui..
Quero ir até ao mais além do Além e o que me prende afinal?
Não sei bem e temo que não consiga descobrir.
Parte de mim quer-me e outra metade quer partir.
Não sei se vá embora ou se me deixe ir..
Não sei que diga faça ou escreva...
Estou-me a ir.
Não sei bem para onde..sei apenas que quero dormir...
Fugitivo escolhe o teu caminho
para onde vais já não há regresso.
Fugitivo escolhe o teu destino
bebe só mais um copo de vinho.
voar por aí ao sabor do vento
berrar a plenos pulmões que estou vivo...que existo...
mas estou cá em baixo..
enquanto o circo arde estou preso a um anel de fogo que me consome em labaredas sem fim.
Rodopio incadescente que me abraça
até às cinzas voltar..
Apetece-me tirar férias de mim próprio
e flutuar entre paredes desafiando a matéria.
Quero despir esta pele
quero tudo e tanto mais..
Nada nas mãos nada nas mangas..nada em mim.
Estou-me a despojar de tudo o que me possa prender à terra e ainda assim estou aqui.
Quantos dias me separam de uma alegria contagiante e de um toque apaixonante?
Quantas noites mais ainda terei de dormir sem sonhar?
Estou cansado demais para me responder, quero apenas sair daqui..
Quero ir até ao mais além do Além e o que me prende afinal?
Não sei bem e temo que não consiga descobrir.
Parte de mim quer-me e outra metade quer partir.
Não sei se vá embora ou se me deixe ir..
Não sei que diga faça ou escreva...
Estou-me a ir.
Não sei bem para onde..sei apenas que quero dormir...
Fugitivo escolhe o teu caminho
para onde vais já não há regresso.
Fugitivo escolhe o teu destino
bebe só mais um copo de vinho.
terça-feira, 26 de maio de 2009
para mais tarde recordar..
À luz dos últimos acontecimentos surgidos na minha vida
só tenho a dizer que este ano apresta-se a ser figuravelmente inesquecível.
Só posso pensar que este é o ano zero.
A partir daqui as coisas só podem melhorar.
Sendo acima de tudo um ser pragmático é correcto avaliar que falhei.
Errei em todas as opções tidas anteriormente.
Possivelmente seria mais profícuo optar a partir deste momento, pelo contrário de tudo o que me venha a cabeça, pode ser que assim consiga acertar em alguma.
Malfadada estrela da insensatez que me guia em noites de desfaçatez
Funesto destino atapetado no qual caminho
soberana oportunidade de desvario fatal que espreita
mas que eu..não aceito.
Não participo neste carnaval..
Não entrego os pontos, não desisto de lutar..
Ainda que seja "inexoravelmente trucidado",
venha o que vier não me conseguem aniquilar.
Viverei a cada queda mais forte
renascerei as vezes que forem precisas para ser indomável..
Castigo após castigo até as forças nefastas vos abandonarem.
A procissão ainda vai no adro.
Esperem por mim que ainda não viram nada.
Admito que estou a perder, mas ainda vou a tempo de inverter o resultado..
Queimem-se os altares e abram-se os mares..
Porque este há-de ser em toda a linha um ano inesquecível.
só tenho a dizer que este ano apresta-se a ser figuravelmente inesquecível.
Só posso pensar que este é o ano zero.
A partir daqui as coisas só podem melhorar.
Sendo acima de tudo um ser pragmático é correcto avaliar que falhei.
Errei em todas as opções tidas anteriormente.
Possivelmente seria mais profícuo optar a partir deste momento, pelo contrário de tudo o que me venha a cabeça, pode ser que assim consiga acertar em alguma.
Malfadada estrela da insensatez que me guia em noites de desfaçatez
Funesto destino atapetado no qual caminho
soberana oportunidade de desvario fatal que espreita
mas que eu..não aceito.
Não participo neste carnaval..
Não entrego os pontos, não desisto de lutar..
Ainda que seja "inexoravelmente trucidado",
venha o que vier não me conseguem aniquilar.
Viverei a cada queda mais forte
renascerei as vezes que forem precisas para ser indomável..
Castigo após castigo até as forças nefastas vos abandonarem.
A procissão ainda vai no adro.
Esperem por mim que ainda não viram nada.
Admito que estou a perder, mas ainda vou a tempo de inverter o resultado..
Queimem-se os altares e abram-se os mares..
Porque este há-de ser em toda a linha um ano inesquecível.
sexta-feira, 22 de maio de 2009
e que dia é hoje??
Nem mais.
Mais uma sexta.
Cá estou eu,
vivo.
Canibal do meu coração
escrevo cada palavra como se fosse a última.
Resigno-me à valsa dos monstros
e desempenho o meu papel
qual esfinge caída
sol de pouca dura
vejo-te subir
animada na tua singela maneira de ser
enquanto eu me afundo..
cada vez mais
já navego nesta espiral descendente
à procura do amanhã
à procura de uma fagulha de esperança
mas nada encontro sem ser a minha cara pesada
macerada e acabada em frente ao espelho.
........De repente das profundezas do meu ser todas as fibras se unem para dizer..
-Chega!
Está na hora de começar a viver.
Está na hora de ser.
Vou enterrar o passado no vale do meu total esquecimento.
Vou procurar o meu caminho.
o passado que se considere varrido para debaixo do tapete das recordações.
Foi obliterado pois eu não mais posso deixar que isto me consuma.
Vou em busca de emoções
Vou à procura das descargas eléctricas que me percorram freneticamente..
No fim, tudo isto terá sido mais uma pequena peça daquilo que eu me irei tornar.
Melhor e maior.
Desta é que é.
Começei a pedalar e a puxar por mim.
Já não preciso que me embalem
nem me levem as palavras porque elas já não têm fim.
Sabem que mais ? É sexta feira e hoje é o começo de algo excepcional e único.
Uma vida ladeira acima.
Mais uma sexta.
Cá estou eu,
vivo.
Canibal do meu coração
escrevo cada palavra como se fosse a última.
Resigno-me à valsa dos monstros
e desempenho o meu papel
qual esfinge caída
sol de pouca dura
vejo-te subir
animada na tua singela maneira de ser
enquanto eu me afundo..
cada vez mais
já navego nesta espiral descendente
à procura do amanhã
à procura de uma fagulha de esperança
mas nada encontro sem ser a minha cara pesada
macerada e acabada em frente ao espelho.
........De repente das profundezas do meu ser todas as fibras se unem para dizer..
-Chega!
Está na hora de começar a viver.
Está na hora de ser.
Vou enterrar o passado no vale do meu total esquecimento.
Vou procurar o meu caminho.
o passado que se considere varrido para debaixo do tapete das recordações.
Foi obliterado pois eu não mais posso deixar que isto me consuma.
Vou em busca de emoções
Vou à procura das descargas eléctricas que me percorram freneticamente..
No fim, tudo isto terá sido mais uma pequena peça daquilo que eu me irei tornar.
Melhor e maior.
Desta é que é.
Começei a pedalar e a puxar por mim.
Já não preciso que me embalem
nem me levem as palavras porque elas já não têm fim.
Sabem que mais ? É sexta feira e hoje é o começo de algo excepcional e único.
Uma vida ladeira acima.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
...e isto é o quê?
"é preciso muito caos interior para parir uma estrela" - nietzsche
Está mais que visto que vou ser um astro então.
Dias longos que antevêm noites mais compridas.
A malvada lua reflecte ao largo um sorriso
E uma cigarra vadia crepita na janela.
Sob o manto do tejo repousam os navios
dançam fantasmas nas sombras das ruas
e o vento entoa melodias antigas.
Bailam raparigas feitas de palha nas esquinas
e acendem-se lamparinas feitas de nada
e cantam-se em segredo as intrigas.
Tudo isto é vago.
Nada disto é fado.
É torpor, é lamento, é dor que vai desatinando e vai moendo...
Nó desfeito sou livre para ir mais além
mas era aqui que queria estar.
Perene ser
emperrado de movimentos,
salve-se quem puder
porque o porta aviões vai ao fundo..
Há sempre coisas boas no meio do lodo
normalmente são cadáveres sorridentes
Há sempre coisas más no momento perfeito..
É irrepetível.
Tudo é uma questão de visão
e de coração.
E de ter ..
Uso óculos para me ver assim
destroçado.
Seja como for,
não vejo mais além que a ponta do novelo que se desenrola..
Marca o caminho com os sulcos da existência
desenho o adeus
numa passagem sem nível
e sigo directo ao cabo das tormentas..
caos interior nietzsche ? ? ? tu sabes lá do que é que estás a falar..
Está mais que visto que vou ser um astro então.
Dias longos que antevêm noites mais compridas.
A malvada lua reflecte ao largo um sorriso
E uma cigarra vadia crepita na janela.
Sob o manto do tejo repousam os navios
dançam fantasmas nas sombras das ruas
e o vento entoa melodias antigas.
Bailam raparigas feitas de palha nas esquinas
e acendem-se lamparinas feitas de nada
e cantam-se em segredo as intrigas.
Tudo isto é vago.
Nada disto é fado.
É torpor, é lamento, é dor que vai desatinando e vai moendo...
Nó desfeito sou livre para ir mais além
mas era aqui que queria estar.
Perene ser
emperrado de movimentos,
salve-se quem puder
porque o porta aviões vai ao fundo..
Há sempre coisas boas no meio do lodo
normalmente são cadáveres sorridentes
Há sempre coisas más no momento perfeito..
É irrepetível.
Tudo é uma questão de visão
e de coração.
E de ter ..
Uso óculos para me ver assim
destroçado.
Seja como for,
não vejo mais além que a ponta do novelo que se desenrola..
Marca o caminho com os sulcos da existência
desenho o adeus
numa passagem sem nível
e sigo directo ao cabo das tormentas..
caos interior nietzsche ? ? ? tu sabes lá do que é que estás a falar..
sonhos cor de sonhos
Sonho.
Que sejam sonhos côr de sonhos
Que se mantenham assim
inantingíveis, inalcançáveis.
Que o sejam debilitantes
que o sejam desesperantes.
Que o sejam assim côr de sonhos
Porque eu já não sei o que é o quê nem quem é quem.
Que vida é esta que não vivo,
que em cada ensaio me mato mais um pouco..
Que plano universal é este,
que consiste em apenas proceder à minha total aniquilação..
O que raio devo eu fazer,
Só me apetece desaparecer para baixo de uma pedra...
há dias melhores
e há..
há estes dias, onde parece que tudo desaba finalmente
e as forças se esvaem.
De que cor são os meus sonhos
são do cor dos olhos da noite que não me vêem.
A que sabe o sangue que não estanca na ferida universal.
Sabe a fel ou sabe a mel?
Tenho vontade de abrir as asas sobre o mundo
e voar num triunfante mergulho final.
Fraquejo ou não fraquejo,
Durmo não durmo
Vivo...não vivo.
Já não sei.
Hoje não pelo menos.
Hoje nem sei se sonho, se durma, ou se volto a acordar.
Abismo Sonho realidade Alegria Tristeza Esperança Fim Recomeça..
Olha. Vive tu por mim que hoje não me apetece.
Quem faz isso por mim?
Ninguém.
Sonho.
Que sejam sonhos côr de sonhos
Que se mantenham assim
inantingíveis, inalcançáveis.
Que o sejam debilitantes
que o sejam desesperantes.
Que o sejam assim côr de sonhos
Porque eu já não sei o que é o quê nem quem é quem.
Que vida é esta que não vivo,
que em cada ensaio me mato mais um pouco..
Que plano universal é este,
que consiste em apenas proceder à minha total aniquilação..
O que raio devo eu fazer,
Só me apetece desaparecer para baixo de uma pedra...
há dias melhores
e há..
há estes dias, onde parece que tudo desaba finalmente
e as forças se esvaem.
De que cor são os meus sonhos
são do cor dos olhos da noite que não me vêem.
A que sabe o sangue que não estanca na ferida universal.
Sabe a fel ou sabe a mel?
Tenho vontade de abrir as asas sobre o mundo
e voar num triunfante mergulho final.
Fraquejo ou não fraquejo,
Durmo não durmo
Vivo...não vivo.
Já não sei.
Hoje não pelo menos.
Hoje nem sei se sonho, se durma, ou se volto a acordar.
Abismo Sonho realidade Alegria Tristeza Esperança Fim Recomeça..
Olha. Vive tu por mim que hoje não me apetece.
Quem faz isso por mim?
Ninguém.
Sonho.
terça-feira, 19 de maio de 2009
tudo passa
Não há tristeza que sempre dure..
Um facto assente.
Nada dura para sempre.
Uma verdade presente.
O amanhã está aí.
Cada dia melhor
cada dia mais forte
cada dia mais crente no que há-de vir.
O sol espreita por entre as frechas desavindas
Tudo sempre tem um fim.
Quero isso?
Por agora quero apenas sobreviver à tempestade.
Viver só. Orgulhosamente só. Está quase aí.
Terei a minha poesia.
Terei a minha guitarra.
Terei um mundo infindável de opções sem mácula.
Terei o perigo à espreita.
Terei tudo o que quero.
Por agora quero apenas manter-me à superfície.
Tenho tempo para viver
Para sarar as minhas feridas
para limpar o sangue seco e limpar os fragmentos dispersos do meu interior.
Depois..
o que será será..
Haverão dias melhores e piores
lenta mas seguramente,
irei erguer-me das cinzas pelo meu próprio pé.
Não volto ao lugar onde ardi de paixão
porque já nada tenho para queimar.
O silêncio já pouco assusta nas noites longas que percorro as minhas memórias.
Irei ser o que conseguir ser.
Still standing
still strong
still here.
Por muito que os ares da noite ainda me arrefeçam o espaço outrora ocupado
Sinto-me prestes a eclodir
A renascer.
Para ser imperdoável.
Para ser indestrutível.
Para ficar irreconhecível.
Não preciso mais de sofrer.
Chega.
Nego.
Já me entreguei com força demais àquilo que estava perdido.
Já vivi em demasia o que não podia ter.
Embrulho o meu coração e chuto-o para longe
Acabou.
Não serei mais meu inimigo.
Ainda não oiço os violinos
ainda não quero os sorrisos..
Mas estou quase lá
com um pouco mais de asa serei novamente uno comigo.
Farei as pazes
Em mim deixarei de ser desavindo..
Sei que ainda carrego parte do passado,
mas com o tempo será apenas uma névoa imagem e não mais ficarei dormente.
Aqui digo..
Nunca mais.
Sei o que estou a dizer,
não preciso de ter o meu coração num pedestal para ser feliz
não preciso de me dar para ser.
Serei eu.
Não mais sombra.
Até ao fim dos meus dias.
Um facto assente.
Nada dura para sempre.
Uma verdade presente.
O amanhã está aí.
Cada dia melhor
cada dia mais forte
cada dia mais crente no que há-de vir.
O sol espreita por entre as frechas desavindas
Tudo sempre tem um fim.
Quero isso?
Por agora quero apenas sobreviver à tempestade.
Viver só. Orgulhosamente só. Está quase aí.
Terei a minha poesia.
Terei a minha guitarra.
Terei um mundo infindável de opções sem mácula.
Terei o perigo à espreita.
Terei tudo o que quero.
Por agora quero apenas manter-me à superfície.
Tenho tempo para viver
Para sarar as minhas feridas
para limpar o sangue seco e limpar os fragmentos dispersos do meu interior.
Depois..
o que será será..
Haverão dias melhores e piores
lenta mas seguramente,
irei erguer-me das cinzas pelo meu próprio pé.
Não volto ao lugar onde ardi de paixão
porque já nada tenho para queimar.
O silêncio já pouco assusta nas noites longas que percorro as minhas memórias.
Irei ser o que conseguir ser.
Still standing
still strong
still here.
Por muito que os ares da noite ainda me arrefeçam o espaço outrora ocupado
Sinto-me prestes a eclodir
A renascer.
Para ser imperdoável.
Para ser indestrutível.
Para ficar irreconhecível.
Não preciso mais de sofrer.
Chega.
Nego.
Já me entreguei com força demais àquilo que estava perdido.
Já vivi em demasia o que não podia ter.
Embrulho o meu coração e chuto-o para longe
Acabou.
Não serei mais meu inimigo.
Ainda não oiço os violinos
ainda não quero os sorrisos..
Mas estou quase lá
com um pouco mais de asa serei novamente uno comigo.
Farei as pazes
Em mim deixarei de ser desavindo..
Sei que ainda carrego parte do passado,
mas com o tempo será apenas uma névoa imagem e não mais ficarei dormente.
Aqui digo..
Nunca mais.
Sei o que estou a dizer,
não preciso de ter o meu coração num pedestal para ser feliz
não preciso de me dar para ser.
Serei eu.
Não mais sombra.
Até ao fim dos meus dias.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
quem disse que a vida é justa?
Ninguém. Ninguém se mexa, gritou ela enquanto subia o balcão.
Isto é um assalto..abram os cofres e entreguem-me os vossos melhores sentimentos.
O sr. aí de óculos? Está a olhar para mim porquê?
- Dê-me agora o seu melhor.
- Lamento, nada tenho aqui já.
- Como não? Isso é impossível
- Acredite em mim, não ia querer o que lhe posso dar.
- Porque não?
- Porque a vida não é justa. Invariavelmente injusta.
- O que tem aí? gritou ela nervosa..
- Tenho mil nuvens de chuva comigo a trovejar no peito, tenho um palácio vazio em ruínas, tenho noites de sol negro, caras sem olhos, bocas sem dentes e tábuas pregadas onde escorre o vinagre da criação. Tenho pesadas memórias e amargas vitórias, tenho fendas infindáveis e estilhaços espalhados pelos cantos. Tenho somente a minha senhora da solidão a morar-me aqui dentro e esfaçelar os vãos de escadas com as suas lágrimas de pedra. Nada tenho para oferecer senão isto.
- Desculpe..fique com isto, você precisa mais do que eu.
- Não quero..
- Como não ? Não quer luz ? Não quer ver mais além ? Não quer esperança?
- Não. Eu sei o que sou. Cada um tem a sua natureza e encargo..
- Mas...balbuciou...nunca é tarde...não se deixe ir..fique aqui.
e ele murmurou:
-Em cem noites
fui eu uma vez
em mil horas desdenhosas,
fui sombra de um sol que jamais nasceu.
Eu ondas de mar profundo,
naufraguei mais do que nadei
Em caminhos que levavam a lugares felizes
perdi o rumo mais do que poderia ter encontrado.
Cheguei ao sítio onde devia ter partido
E encontrei-me mais próximo no rasgo de um precipício.
Por tudo isso e por não me adivinhar o bom fim
mexo-me na ante-câmara do pesadelo
entre a sombra e desilusão
sopro o meu nome três vezes à morte e aguardo apenas pelo seu chegar.
- A vida não é justa - ela choraminga..
- Quem lhe disse que era? - roubou-lhe a ilusão.
Isto é um assalto..abram os cofres e entreguem-me os vossos melhores sentimentos.
O sr. aí de óculos? Está a olhar para mim porquê?
- Dê-me agora o seu melhor.
- Lamento, nada tenho aqui já.
- Como não? Isso é impossível
- Acredite em mim, não ia querer o que lhe posso dar.
- Porque não?
- Porque a vida não é justa. Invariavelmente injusta.
- O que tem aí? gritou ela nervosa..
- Tenho mil nuvens de chuva comigo a trovejar no peito, tenho um palácio vazio em ruínas, tenho noites de sol negro, caras sem olhos, bocas sem dentes e tábuas pregadas onde escorre o vinagre da criação. Tenho pesadas memórias e amargas vitórias, tenho fendas infindáveis e estilhaços espalhados pelos cantos. Tenho somente a minha senhora da solidão a morar-me aqui dentro e esfaçelar os vãos de escadas com as suas lágrimas de pedra. Nada tenho para oferecer senão isto.
- Desculpe..fique com isto, você precisa mais do que eu.
- Não quero..
- Como não ? Não quer luz ? Não quer ver mais além ? Não quer esperança?
- Não. Eu sei o que sou. Cada um tem a sua natureza e encargo..
- Mas...balbuciou...nunca é tarde...não se deixe ir..fique aqui.
e ele murmurou:
-Em cem noites
fui eu uma vez
em mil horas desdenhosas,
fui sombra de um sol que jamais nasceu.
Eu ondas de mar profundo,
naufraguei mais do que nadei
Em caminhos que levavam a lugares felizes
perdi o rumo mais do que poderia ter encontrado.
Cheguei ao sítio onde devia ter partido
E encontrei-me mais próximo no rasgo de um precipício.
Por tudo isso e por não me adivinhar o bom fim
mexo-me na ante-câmara do pesadelo
entre a sombra e desilusão
sopro o meu nome três vezes à morte e aguardo apenas pelo seu chegar.
- A vida não é justa - ela choraminga..
- Quem lhe disse que era? - roubou-lhe a ilusão.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
talvez qualquer coisa
Talvez eu gostasse que alguém sentisse a minha falta..verdadeiramente.
Que não dormissem incontáveis noites a relembrar a preciosidade e a magia de ser.
Talvez gostasse de ser desejado ao ponto de perderem a razão e os sentidos.
Talvez fosse disso que eu precisasse para começar também a sentir falta do que já perdi.
Talvez já não hajam horas de anjo neste mundo dos diabos para mim.
Dou comigo a pensar o que posso eu fazer..
O que posso eu dizer para me convencer a continuar.
Era tão mais fácil desaparecer...
Parte de mim renasce e a outra morre mais depressa do que eu consigo viver.
É o fim e o ínicio sempre de mãos juntas ,
constantes desventuras, dia após dia, custa cada vez mais manter a cabeça erguida.
Mas é o que me dão
são as cartas que jogo.
Tenho saudades de ser absolutamente feliz,
tonto de tanta alegria
mas tudo isso agora parece uma miragem tão longíqua..
Talvez me tenha faltado um pouco de sorte para receber o amor verdadeiro
Talvez se encontre à espreita,
Talvez esteja a aguardar por mim num recanto inesperado..
Talvez eu esteja a exagerar também, certamente.
Mas entre o agora e o antes feliz, vão dois mil planetas de distância.
Preciso de luz , mas a única que se acende é a do cigarro crepitante no deambular da íniqua acção.
O cansaço toma a minha mão, mas não me encontra pulso,
desvanesço a cada instante,
diluído sobre o cinzento manto que me vai lambendo as feridas e que se encerra sobre mim.
Talvez eu gostasse apenas da ideia que alguém gostaria mais de mim do que eu poderia sequer conceber.
Talvez baste essa ideia para me acalentar os pensamentos
talvez baste isso para criar um bote salva vidas
uma linha de salvação enquanto o antigo eu se afunda nas profundezas.
Pode ser , que seja aí que seja preciso ir , para me encontrar.
Para dizer fui ao fim e voltei, mas por agora, só vou a meio caminho..
Talvez seja isto ou talvez não, mas, espero ainda pelo que há-de vir..
Que não dormissem incontáveis noites a relembrar a preciosidade e a magia de ser.
Talvez gostasse de ser desejado ao ponto de perderem a razão e os sentidos.
Talvez fosse disso que eu precisasse para começar também a sentir falta do que já perdi.
Talvez já não hajam horas de anjo neste mundo dos diabos para mim.
Dou comigo a pensar o que posso eu fazer..
O que posso eu dizer para me convencer a continuar.
Era tão mais fácil desaparecer...
Parte de mim renasce e a outra morre mais depressa do que eu consigo viver.
É o fim e o ínicio sempre de mãos juntas ,
constantes desventuras, dia após dia, custa cada vez mais manter a cabeça erguida.
Mas é o que me dão
são as cartas que jogo.
Tenho saudades de ser absolutamente feliz,
tonto de tanta alegria
mas tudo isso agora parece uma miragem tão longíqua..
Talvez me tenha faltado um pouco de sorte para receber o amor verdadeiro
Talvez se encontre à espreita,
Talvez esteja a aguardar por mim num recanto inesperado..
Talvez eu esteja a exagerar também, certamente.
Mas entre o agora e o antes feliz, vão dois mil planetas de distância.
Preciso de luz , mas a única que se acende é a do cigarro crepitante no deambular da íniqua acção.
O cansaço toma a minha mão, mas não me encontra pulso,
desvanesço a cada instante,
diluído sobre o cinzento manto que me vai lambendo as feridas e que se encerra sobre mim.
Talvez eu gostasse apenas da ideia que alguém gostaria mais de mim do que eu poderia sequer conceber.
Talvez baste essa ideia para me acalentar os pensamentos
talvez baste isso para criar um bote salva vidas
uma linha de salvação enquanto o antigo eu se afunda nas profundezas.
Pode ser , que seja aí que seja preciso ir , para me encontrar.
Para dizer fui ao fim e voltei, mas por agora, só vou a meio caminho..
Talvez seja isto ou talvez não, mas, espero ainda pelo que há-de vir..
segunda-feira, 11 de maio de 2009
não me apetece
Não me apetece sorrir.
Não me apetece sentir.
Não me apetece ter coragem e enfrentar a vida com vontade.
Não me apetece estar aqui neste limbo estúpido que tem sido a minha existência.
Não me apetece ser este tolo que dia após dia escreve estas palavras insípidas.
Não me apetece ser nada disto que tenho sido.
Não me apetece lutar por mais.
Não me apetece recomeçar de novo com a inocência da primeira vez.
Não me apetece sentir o meu coração disparar por expectativas que se desenlaçem.
Não me apetece reviver paixões e outras emoções.
Não me apetece viver como se não houvesse amanhã.
Não me apetece sequer terminar esta fr...
Não me apetece sentir.
Não me apetece ter coragem e enfrentar a vida com vontade.
Não me apetece estar aqui neste limbo estúpido que tem sido a minha existência.
Não me apetece ser este tolo que dia após dia escreve estas palavras insípidas.
Não me apetece ser nada disto que tenho sido.
Não me apetece lutar por mais.
Não me apetece recomeçar de novo com a inocência da primeira vez.
Não me apetece sentir o meu coração disparar por expectativas que se desenlaçem.
Não me apetece reviver paixões e outras emoções.
Não me apetece viver como se não houvesse amanhã.
Não me apetece sequer terminar esta fr...
terça-feira, 5 de maio de 2009
entre este mundo e o outro
Entre este mundo e outro vão dois passos de distância
no entanto está tudo tão longe que já mal consigo olhar para trás.
As memórias vão-se apagando
dando lugar a outras,
melhores, piores, diferentes, recentes.
Entre este mundo e outro vão apenas dois dedos de conversa
e uma furtiva lágrima
entre o antes e o agora
passaram-se dias que valerão anos daqui a uns tempos.
Ergui um muro instrasponível
de punho cerrado movi a ponta do arco íris para um solitário horizonte
porque a felicidade encobre males que por vezes não têm solução.
Daqui ao amanhã já faltou mais
e é desse que há-de vir que construo a minha casa
pedra sobre pedra
inderrubável agora. Para o bem e para o mal.
Sou um castelo mais alto agora.
Indecifrável.
Irreconhecível.
Só os meus olhos gritam agora a tristeza que outrora padeci.
Só neles ficou tatuado um pouco mais de vida que me escoou pelos dedos, qual areia fina dum distante deserto.
Estou entre um estado e outro, pendurado sobre arames, sem rede, sem nexo e sem saber o que virá depois.
Melhor é impossível. Ou se calhar não. O tempo ficará encarregue de o dizer.
Sou um crente fiel no encadeamento de acontecimentos que tece o destino.
Amanhã é um novo dia e já está a dois passos de distância.
no entanto está tudo tão longe que já mal consigo olhar para trás.
As memórias vão-se apagando
dando lugar a outras,
melhores, piores, diferentes, recentes.
Entre este mundo e outro vão apenas dois dedos de conversa
e uma furtiva lágrima
entre o antes e o agora
passaram-se dias que valerão anos daqui a uns tempos.
Ergui um muro instrasponível
de punho cerrado movi a ponta do arco íris para um solitário horizonte
porque a felicidade encobre males que por vezes não têm solução.
Daqui ao amanhã já faltou mais
e é desse que há-de vir que construo a minha casa
pedra sobre pedra
inderrubável agora. Para o bem e para o mal.
Sou um castelo mais alto agora.
Indecifrável.
Irreconhecível.
Só os meus olhos gritam agora a tristeza que outrora padeci.
Só neles ficou tatuado um pouco mais de vida que me escoou pelos dedos, qual areia fina dum distante deserto.
Estou entre um estado e outro, pendurado sobre arames, sem rede, sem nexo e sem saber o que virá depois.
Melhor é impossível. Ou se calhar não. O tempo ficará encarregue de o dizer.
Sou um crente fiel no encadeamento de acontecimentos que tece o destino.
Amanhã é um novo dia e já está a dois passos de distância.
sexta-feira, 3 de abril de 2009
e mais uma sexta feira
Mais uma sexta feira e eu sem muito para dizer
venho aqui para existir, até porque sem as minhas pequenas palavras sinto que não sou nada.
Sou um ouvinte
um observador
um "not so innocent by-stander".
Nada faço senão ver as horas passar,
e às vezes é mais dificil não intervir,
mas o destino tem o seu fiel companheiro capricho do seu lado
e eu só estou aqui para relatar o que vai decorrendo.
Sou todo ouvidos..
E nada emoção.
Sou todo olhos
e nada falo..
Despedaço-me por dentro em mil bocados , varro a um canto e colo tudo no mesmo sítio.
Oiço tudo o que têm para me dizer
e nada digo
senão um concerteza igual ao de ontem.
Ando mais a pé do que pensava
só para não ter de ficar parado
apesar de achar que é mais fácil ficar do que ir...
Estou absolutamente dividido..
Entre o ser mais que possa ser
ou continuar a ser o que sou..
"they say time will make all this go away
but it's time that is taking my tomorrows
and turning them to yesterdays.."
Tenho de pensar que o pôr do sol traz sempre um novo nascer do dia na manhã seguinte
tenho de manter o espírito levantado,
tenho de ser forte,
tenho de manter vivo o meu espírito,
mas às vezes...
só às vezes,
apetece-me ficar apenas no meu canto e desligar o mundo e a mente e o demais.
Nem a guitarra fala comigo
Há dias em que admito..
a solidão ataca.
Leva o melhor de mim.
Fico oco em modo de recolha de imagens , qual vampiro de emoções.
Aí sou sangue suga da força vital,
dardejo num sorriso
e renasço numa furtiva lágrima..
Temos uma tendência para complicar o que é simples
e simplificar o que devíamos ponderar..
Numa tarde muda-se uma vida
Numa manhã renasce-se...
Numa noite tudo acaba.
No dia seguinte estamos isentos..até à próxima ronda.
E sonha-se..
sonha-se em demasia em vez de nos agarrarmos com unhas e dentes ao que temos..
seres automáticos
que não procuram mais que o umbigo...
seres erráticos
que desdenham a sorte com um despreocupado sorriso..
Cultiva-se o mantra do passado..
Antes é que era...
Antes era fantástico
esquecemo-nos rapidamente dos momentos em nada víamos à frente
em que as rosas tinham mais espinhos que pétalas
e as notas soltas das canções não tocavam para nós.
Mas o que conta é mesmo o agora.
Contamos nós,
balas soltas de um revólver
aconchegadas na câmara a aguardar a nossa vez.
Após o disparo não há regresso.
Ficam as lembranças da chama.
Eu já fingi ser muito melhor
e já aprendi a ser muito pior.
Só de viver.
Só de amar.
Só de sofrer.
Só de ter sido disparado..
O choro da noite serena-me os ânimos com o seu manto húmido
de nada padeço
senão da enferma condição que é estar vivo e não saber como nem porquê..
venho aqui para existir, até porque sem as minhas pequenas palavras sinto que não sou nada.
Sou um ouvinte
um observador
um "not so innocent by-stander".
Nada faço senão ver as horas passar,
e às vezes é mais dificil não intervir,
mas o destino tem o seu fiel companheiro capricho do seu lado
e eu só estou aqui para relatar o que vai decorrendo.
Sou todo ouvidos..
E nada emoção.
Sou todo olhos
e nada falo..
Despedaço-me por dentro em mil bocados , varro a um canto e colo tudo no mesmo sítio.
Oiço tudo o que têm para me dizer
e nada digo
senão um concerteza igual ao de ontem.
Ando mais a pé do que pensava
só para não ter de ficar parado
apesar de achar que é mais fácil ficar do que ir...
Estou absolutamente dividido..
Entre o ser mais que possa ser
ou continuar a ser o que sou..
"they say time will make all this go away
but it's time that is taking my tomorrows
and turning them to yesterdays.."
Tenho de pensar que o pôr do sol traz sempre um novo nascer do dia na manhã seguinte
tenho de manter o espírito levantado,
tenho de ser forte,
tenho de manter vivo o meu espírito,
mas às vezes...
só às vezes,
apetece-me ficar apenas no meu canto e desligar o mundo e a mente e o demais.
Nem a guitarra fala comigo
Há dias em que admito..
a solidão ataca.
Leva o melhor de mim.
Fico oco em modo de recolha de imagens , qual vampiro de emoções.
Aí sou sangue suga da força vital,
dardejo num sorriso
e renasço numa furtiva lágrima..
Temos uma tendência para complicar o que é simples
e simplificar o que devíamos ponderar..
Numa tarde muda-se uma vida
Numa manhã renasce-se...
Numa noite tudo acaba.
No dia seguinte estamos isentos..até à próxima ronda.
E sonha-se..
sonha-se em demasia em vez de nos agarrarmos com unhas e dentes ao que temos..
seres automáticos
que não procuram mais que o umbigo...
seres erráticos
que desdenham a sorte com um despreocupado sorriso..
Cultiva-se o mantra do passado..
Antes é que era...
Antes era fantástico
esquecemo-nos rapidamente dos momentos em nada víamos à frente
em que as rosas tinham mais espinhos que pétalas
e as notas soltas das canções não tocavam para nós.
Mas o que conta é mesmo o agora.
Contamos nós,
balas soltas de um revólver
aconchegadas na câmara a aguardar a nossa vez.
Após o disparo não há regresso.
Ficam as lembranças da chama.
Eu já fingi ser muito melhor
e já aprendi a ser muito pior.
Só de viver.
Só de amar.
Só de sofrer.
Só de ter sido disparado..
O choro da noite serena-me os ânimos com o seu manto húmido
de nada padeço
senão da enferma condição que é estar vivo e não saber como nem porquê..
terça-feira, 31 de março de 2009
Sufoco...
Preferia que não doesse.
preferia não sentir.
se pudesse trocava contigo.
Para que soubesses tudo e sentisses a dobrar.
A minha pele fria já não aquece
preferia que fosse a tua.
Gostava que sentisses os meus cortes
e os meus amoques,
que soubesses do sal das minhas lágrimas
e que as chorasses todas por mim de uma vez.
Gostaria que te deitasses a pensar nisso e acordasses na mesma,
pelo menos uma só vez,
gostaria de te ver caminhar às escuras como eu...
Mas mais que isso,
gostava que abrisses os olhos e percebesses tudo ... tudo o que eu te dei
e que não vais ter.
Tudo o que foi e que não mais será.
Parece uma margem irreal,
sombreado de um sonho mau,
que me acizenta a alma,
enquanto tudo o que queria era imergir na rubra côr da paixão.
Escrevi o meu nome, só na parede,
já sem ti,
nú, olhei-me...
despi o meu coração que ainda batia e esquartejei-o .
Uma parte para ti
Outra para o lixo
outra desperdiçada
outra acabada..
Nada sobrou...
Sou só mais um ser de vento,
que podem ter numa noite mágica
mas não mais podem possuir.
Passo a publicidade claro..
E estou tao perto de estar tão longe daquilo que eu era....que sufoco mais um dia de sol em mim.
Fecho as janelas todas
para não mais entrar um raio de luz..
Para estar na sombra
vou ser a sombra.
Um verdadeiro filho da noite, escorraçado da claridade..
Nunca soube dançar ao ritmo que me pediram,
porque demorei tempo demais a perceber que era a música e não a dança.
A verdade é mais feia do que a plástica mentira.
Eu estou aqui,
deste lado da barricada, porque sei disso mesmo, porque tenho nomes tatuados na pele,
porque tenho olhos carregados de traição em mim
porque tenho demasiados corpos nús trancados no sótão
e carrego com muitas promessas por cumprir às costas..
E eu...que tinha tanto para mostrar
mostrarei tudo o resto à madrugada.
Escrevi-me uma carta só para me dizer que não estou mais sozinho.
Tenho-me, sou todo eu em volta de mim.
Banhado pela noite
Escrevo o meu nome na parede e leio ao longe o que diz:
Sufoco...
preferia não sentir.
se pudesse trocava contigo.
Para que soubesses tudo e sentisses a dobrar.
A minha pele fria já não aquece
preferia que fosse a tua.
Gostava que sentisses os meus cortes
e os meus amoques,
que soubesses do sal das minhas lágrimas
e que as chorasses todas por mim de uma vez.
Gostaria que te deitasses a pensar nisso e acordasses na mesma,
pelo menos uma só vez,
gostaria de te ver caminhar às escuras como eu...
Mas mais que isso,
gostava que abrisses os olhos e percebesses tudo ... tudo o que eu te dei
e que não vais ter.
Tudo o que foi e que não mais será.
Parece uma margem irreal,
sombreado de um sonho mau,
que me acizenta a alma,
enquanto tudo o que queria era imergir na rubra côr da paixão.
Escrevi o meu nome, só na parede,
já sem ti,
nú, olhei-me...
despi o meu coração que ainda batia e esquartejei-o .
Uma parte para ti
Outra para o lixo
outra desperdiçada
outra acabada..
Nada sobrou...
Sou só mais um ser de vento,
que podem ter numa noite mágica
mas não mais podem possuir.
Passo a publicidade claro..
E estou tao perto de estar tão longe daquilo que eu era....que sufoco mais um dia de sol em mim.
Fecho as janelas todas
para não mais entrar um raio de luz..
Para estar na sombra
vou ser a sombra.
Um verdadeiro filho da noite, escorraçado da claridade..
Nunca soube dançar ao ritmo que me pediram,
porque demorei tempo demais a perceber que era a música e não a dança.
A verdade é mais feia do que a plástica mentira.
Eu estou aqui,
deste lado da barricada, porque sei disso mesmo, porque tenho nomes tatuados na pele,
porque tenho olhos carregados de traição em mim
porque tenho demasiados corpos nús trancados no sótão
e carrego com muitas promessas por cumprir às costas..
E eu...que tinha tanto para mostrar
mostrarei tudo o resto à madrugada.
Escrevi-me uma carta só para me dizer que não estou mais sozinho.
Tenho-me, sou todo eu em volta de mim.
Banhado pela noite
Escrevo o meu nome na parede e leio ao longe o que diz:
Sufoco...
segunda-feira, 30 de março de 2009
clarividência..
É o que faz falta...clarividência.
Não consigo ver um palmo à frente do nariz.
Não consigo dizer...vai correr tudo bem.
Nao faço a mínima ideia, já não confio no meu coração.
Faz-me falta clarividência
para ver mais que isto...
para conseguir escrever mais que esta linha..
Não acredito em finais felizes,
mas a história ainda vai no princípio..
Sinto-me como se estivesse num carro sem travões
desgovernado, mas em velocidade cruzeiro,
como se soubesse que não há nada que possa fazer senão apreciar a viagem e o consequente despiste.......
Bem sei que só agora começei
mas gostava de vislumbrar nem que fosse uma faísca
uma luz tremeluzente ao fundo do túnel
"i wish i could feel like home but all i feel is alone"
um pouco de clarividência recomenda-se
precisa-se como de pão para a boca de um mendingo.
por agora contentava-me por um esgar feliz do destino
um desenlaçe que me faça sorrir e pensar
valeu a pena até aqui.
Não me derrubam...
Outra parte responde-me ..
não precisas de ver ..
precisas de acreditar.
mas passei tanto tempo a acreditar que agora já nada tenho senão isto..
a mágoa faz-me tropeçar
e apaga as luzes todas da rua onde vivia.
Já não sei ir para casa
porque já não tenho para onde ir.
Nem sequer já me sinto
porque deixei de ter razão para o fazer.
e vagueio...
à procura do mundo
à procura de luta
à procura de nada , senão de me encontrar. prostrado numa valeta, à espera de ressuscitar.
Porque às vezes é preciso ir até ao fundo do lodo para ressurgir, límpido, esguio e poderoso como uma bala de prata.
Mas e se não for assim?
Daí que rogo por clarividência
que me tirem a areia da boca
e me arranquem do deserto onde estou.
Sem dramas
sem fugas para a frente
aceito as dificuldades
mas quero a outra face também.
A minha altura tem de chegar,
mas não consigo vislumbrar mais que um palmo à frente do nariz.
Lembro-me que em míudo não me custava sorrir.
Lembro-me de ter sido feliz.
Lembro-me de ter medo e pensar, isto é bom demais para ser real.
Acertei.
Fui clarividente.
Uma vez.
Está na altura de voltar a sê-lo.
Para abrir as asas e encontrar um ninho ao meu alcance
onde deposite o bom o mau e o vilão, para renascer uno, novamente.
Renascer..é preciso, sobretudo o vilão.
Porque dos fracos não reza a história e a minha ainda vai no ínicio.
Clarividência é preciso, mais do que um final feliz.
Não consigo ver um palmo à frente do nariz.
Não consigo dizer...vai correr tudo bem.
Nao faço a mínima ideia, já não confio no meu coração.
Faz-me falta clarividência
para ver mais que isto...
para conseguir escrever mais que esta linha..
Não acredito em finais felizes,
mas a história ainda vai no princípio..
Sinto-me como se estivesse num carro sem travões
desgovernado, mas em velocidade cruzeiro,
como se soubesse que não há nada que possa fazer senão apreciar a viagem e o consequente despiste.......
Bem sei que só agora começei
mas gostava de vislumbrar nem que fosse uma faísca
uma luz tremeluzente ao fundo do túnel
"i wish i could feel like home but all i feel is alone"
um pouco de clarividência recomenda-se
precisa-se como de pão para a boca de um mendingo.
por agora contentava-me por um esgar feliz do destino
um desenlaçe que me faça sorrir e pensar
valeu a pena até aqui.
Não me derrubam...
Outra parte responde-me ..
não precisas de ver ..
precisas de acreditar.
mas passei tanto tempo a acreditar que agora já nada tenho senão isto..
a mágoa faz-me tropeçar
e apaga as luzes todas da rua onde vivia.
Já não sei ir para casa
porque já não tenho para onde ir.
Nem sequer já me sinto
porque deixei de ter razão para o fazer.
e vagueio...
à procura do mundo
à procura de luta
à procura de nada , senão de me encontrar. prostrado numa valeta, à espera de ressuscitar.
Porque às vezes é preciso ir até ao fundo do lodo para ressurgir, límpido, esguio e poderoso como uma bala de prata.
Mas e se não for assim?
Daí que rogo por clarividência
que me tirem a areia da boca
e me arranquem do deserto onde estou.
Sem dramas
sem fugas para a frente
aceito as dificuldades
mas quero a outra face também.
A minha altura tem de chegar,
mas não consigo vislumbrar mais que um palmo à frente do nariz.
Lembro-me que em míudo não me custava sorrir.
Lembro-me de ter sido feliz.
Lembro-me de ter medo e pensar, isto é bom demais para ser real.
Acertei.
Fui clarividente.
Uma vez.
Está na altura de voltar a sê-lo.
Para abrir as asas e encontrar um ninho ao meu alcance
onde deposite o bom o mau e o vilão, para renascer uno, novamente.
Renascer..é preciso, sobretudo o vilão.
Porque dos fracos não reza a história e a minha ainda vai no ínicio.
Clarividência é preciso, mais do que um final feliz.
sexta-feira, 27 de março de 2009
sexta feira
não podia deixar de marcar este dia,
porque é sexta feira..
não podia deixar de assinalar esta devida ocasião
porque é sexta feira e tudo corre bem neste dia...
não é por isso que o estou verdadeiramente a fazer..
mas também não o digo..
morre comigo..
fica trancado num recanto da minha vasculhada comoção
à espera de secar..e desaparecer.
Porque é disso que se trata...
marco este dia para começar a esquecer..
o quê, não digo..
é frase evadida dos meus lábios e que nunca será proferida..
parce-que a tout alors je suis fou et ceci est ma vie...
e como tolo que sou, tenho direito às tolices todas que consiga cometer..
ainda não convenci ninguém da minha loucura
o trabalho maior seria convencer a todos da minha sanidade..
Fico-me pelo meio, com razoabilidade,parcimónia e uma pitada de bom senso..
só a própria noção do que acabei de escrever enoja-me..
não há meios termos nesta guerra
ah..e não se desperdiçam balas.
O que é que a tristeza tem que assenta tão bem nos adultos??
Veste o fato
tira o fato
calça os sapatos
tira os sapatos
senta
levanta
senta
come
deita
pára.
Não vês que não nasceste para isso?? Está tudo errado!!! Sê, respira, vê, toca, sente...
Amar incondicionalmente a vida. Fundamental.
Independente dos socos, murros e pontapés que ela nos dá, vale a pena, tem de valer, é o que há, é o que temos, é o que somos. Somos vida enquanto assim permanecemos.
Somos vida, quando uma lingua desliza pelo corpo e nos tira o sal..
somos vida enquanto suspiramos...somos vida quando nos entregamos a viver..
incondicionalmente.
Sem barreiras, porque no final...no final, o bem vai vencer..
O amor prevalece.
Eu acredito.
Tudo o resto são cantigas de mal dizer ou histórias de desencantar...
Enquanto crente na vida entrego-me, ainda que me doa um bocadinho, ainda que me custe, tudo passa, tudo sara, tudo ana, tudo manuela, tudo joana, tudo andreia, tudo passa.
Não há remédios para o coração senão voltar à luta de peito aberto...arde e talvez cure, ou talvez não.
Se ficar também aprendi, se não ficar, vivo novamente..
Mais cantigas, mais amigas , mais vidas, mais feridas. Vamos a elas. É sexta feira e eu não podia deixar de assinalar este dia.
porque é sexta feira..
não podia deixar de assinalar esta devida ocasião
porque é sexta feira e tudo corre bem neste dia...
não é por isso que o estou verdadeiramente a fazer..
mas também não o digo..
morre comigo..
fica trancado num recanto da minha vasculhada comoção
à espera de secar..e desaparecer.
Porque é disso que se trata...
marco este dia para começar a esquecer..
o quê, não digo..
é frase evadida dos meus lábios e que nunca será proferida..
parce-que a tout alors je suis fou et ceci est ma vie...
e como tolo que sou, tenho direito às tolices todas que consiga cometer..
ainda não convenci ninguém da minha loucura
o trabalho maior seria convencer a todos da minha sanidade..
Fico-me pelo meio, com razoabilidade,parcimónia e uma pitada de bom senso..
só a própria noção do que acabei de escrever enoja-me..
não há meios termos nesta guerra
ah..e não se desperdiçam balas.
O que é que a tristeza tem que assenta tão bem nos adultos??
Veste o fato
tira o fato
calça os sapatos
tira os sapatos
senta
levanta
senta
come
deita
pára.
Não vês que não nasceste para isso?? Está tudo errado!!! Sê, respira, vê, toca, sente...
Amar incondicionalmente a vida. Fundamental.
Independente dos socos, murros e pontapés que ela nos dá, vale a pena, tem de valer, é o que há, é o que temos, é o que somos. Somos vida enquanto assim permanecemos.
Somos vida, quando uma lingua desliza pelo corpo e nos tira o sal..
somos vida enquanto suspiramos...somos vida quando nos entregamos a viver..
incondicionalmente.
Sem barreiras, porque no final...no final, o bem vai vencer..
O amor prevalece.
Eu acredito.
Tudo o resto são cantigas de mal dizer ou histórias de desencantar...
Enquanto crente na vida entrego-me, ainda que me doa um bocadinho, ainda que me custe, tudo passa, tudo sara, tudo ana, tudo manuela, tudo joana, tudo andreia, tudo passa.
Não há remédios para o coração senão voltar à luta de peito aberto...arde e talvez cure, ou talvez não.
Se ficar também aprendi, se não ficar, vivo novamente..
Mais cantigas, mais amigas , mais vidas, mais feridas. Vamos a elas. É sexta feira e eu não podia deixar de assinalar este dia.
quinta-feira, 26 de março de 2009
o que será, será..
Está na altura do salto.
à beira do abismo dar o passo em frente e abraçar o fim com um sorriso nos lábios.
Because, it's getting dark, much too dark to see..feels like i'm knockin' on heaven's door.
That long black cloud is comming down, i feel like i'm knockin' on heaven's door..
Músicas à parte, estou cansado..verdadeiramente exausto, o exilío da criação já acabou.
É tempo de dizer olá , tenho de ir andando...
O meu solilóquio deixou de ter eco...
Vou partir para ser o que quer que tenha de ser..
No final do dia fazemos contas...
Se eu ficar cá para lamentar ou louvar o que quer que tenha acontecido,
é sinal que estive cá tempo suficiente para ser algo mais..
A inspiração já não serve este pobre diabo,
tenho apenas a energia vital que me corre nos dedos
e vai escolhendo palavras futéis , vãs, na esperança de fazer uma frase com sentido e propriedade.
Talvez me atreva a comparar a vida com isto ou então talvez não .
Tira-se o homem da mediocridade, mas tirar a mediocridade do homem..
Não sei se é noite se é dia
não sei o que é ou que não é,
faço figas fecho os olhos e acredito com todas as minhas forças no que há-de vir.
Que o futuro começe agora.. e me traga monstros e donzelas, acordes em guitarras mal paridas e noites coloridas.
Que seja tudo isso e ainda mais,
para que eu nunca mais me esqueça destes dias,
em que nada sabia e nada mais queria..
à beira do abismo dar o passo em frente e abraçar o fim com um sorriso nos lábios.
Because, it's getting dark, much too dark to see..feels like i'm knockin' on heaven's door.
That long black cloud is comming down, i feel like i'm knockin' on heaven's door..
Músicas à parte, estou cansado..verdadeiramente exausto, o exilío da criação já acabou.
É tempo de dizer olá , tenho de ir andando...
O meu solilóquio deixou de ter eco...
Vou partir para ser o que quer que tenha de ser..
No final do dia fazemos contas...
Se eu ficar cá para lamentar ou louvar o que quer que tenha acontecido,
é sinal que estive cá tempo suficiente para ser algo mais..
A inspiração já não serve este pobre diabo,
tenho apenas a energia vital que me corre nos dedos
e vai escolhendo palavras futéis , vãs, na esperança de fazer uma frase com sentido e propriedade.
Talvez me atreva a comparar a vida com isto ou então talvez não .
Tira-se o homem da mediocridade, mas tirar a mediocridade do homem..
Não sei se é noite se é dia
não sei o que é ou que não é,
faço figas fecho os olhos e acredito com todas as minhas forças no que há-de vir.
Que o futuro começe agora.. e me traga monstros e donzelas, acordes em guitarras mal paridas e noites coloridas.
Que seja tudo isso e ainda mais,
para que eu nunca mais me esqueça destes dias,
em que nada sabia e nada mais queria..
terça-feira, 24 de março de 2009
regresso
back!
é o regresso do filho pródigo ou se calhar nem por isso.
parábolas à parte, venho apenas dizer ao meu fiel leitor..eu mesmo, que estou de volta.
Aos inféis, sejam também bem vindos...
Não há lugar como a nossa casa.
Traço no espaço vazio um rumo novo que há-de vir,
como uma manhã cinzenta,
das que eu gosto
e uma noite quente,
em que me perco.
Saber o que se quer...é fundamental
como sonhar com o quê almejar, abraçado nas asas do desejo..
Convicto de que nada sou
senão um veículo de transporte de emoções,
estou a traçar o rumo novo que vai acalentar manhãs cinzentas e dias tristes
mas também trará dias melhores e inesquecíveis,
rumo à imortalidade.
Nem sempre posso ser feito de luz , posso antes antever a escuridão.
Sem uma não haverá a outra..
Vivo a nuvem passageira que encobre momentaneamente o sol
que flutua à deriva
e de repente destapa algo que pode vir a ser o prenúncio de uma existência brilhante....ou se calhar não, mas ninguém me pode proibir de tentar..
é o regresso do filho pródigo ou se calhar nem por isso.
parábolas à parte, venho apenas dizer ao meu fiel leitor..eu mesmo, que estou de volta.
Aos inféis, sejam também bem vindos...
Não há lugar como a nossa casa.
Traço no espaço vazio um rumo novo que há-de vir,
como uma manhã cinzenta,
das que eu gosto
e uma noite quente,
em que me perco.
Saber o que se quer...é fundamental
como sonhar com o quê almejar, abraçado nas asas do desejo..
Convicto de que nada sou
senão um veículo de transporte de emoções,
estou a traçar o rumo novo que vai acalentar manhãs cinzentas e dias tristes
mas também trará dias melhores e inesquecíveis,
rumo à imortalidade.
Nem sempre posso ser feito de luz , posso antes antever a escuridão.
Sem uma não haverá a outra..
Vivo a nuvem passageira que encobre momentaneamente o sol
que flutua à deriva
e de repente destapa algo que pode vir a ser o prenúncio de uma existência brilhante....ou se calhar não, mas ninguém me pode proibir de tentar..
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Поэт
Porque é que não consigo deixar de sentir este peso no peito
como uma bola de ferro que me esmaga de encontro à fria realidade...
Porque é que a salvação não chega mascarada de sorriso
porque é a alegria não me inunda os poros
porque é que eu que me sinto a perder...
E lutar por mim? Está fora de questão?
O orgulho alheio não deixa
Ou a chama já é ténue demais para tentar inverter a direcção final?
parar é morrer diz o povo...
eu acho que morrer é que é parar..
até lá movemo-nos como esferas que rolam ininterruptamente numa loucura desenfreada
e dançamos loucos na madrugada dos sonhos
e vivemos parvos na imensidão da acesa ignorância.
Mas se tudo isso falha
quem nos salva das esperanças desavindas?
E se eu pedisse ajuda um dia
perderia a noite em mim?
E seria possível ser salvo por um beijo?
Ou ainda melhor, ser resgatado pelo desejo..
Ao invés,
não sei que dizer ou fazer
apenas em pensamentos, grito o teu nome
apenas em murmúrios calados canto o meu querer
e nada oiço em retorno
senão o estortor do fim da linha
o pesar do pensamento..
e a linha que não pára de correr não se faz lágrima nem se faz ser
faz-se mágoa se a deixarem crescer
faz-se saudade se morrer..
faz-se fado se cantar
e nada consigo fazer para isto evitar...
Hoje sou vencedor vencido
antes comprador vendido
gasto e carcomido
hoje sou o resto da existência
sou fraco inconsistente
peço a salvação
mas não auguro nada mais no meu caminho
ocupa-me senão o peso do peito
que me prende
que me esmaga em mim
nada mais sou hoje senão eu..envolto em escuridão..
como uma bola de ferro que me esmaga de encontro à fria realidade...
Porque é que a salvação não chega mascarada de sorriso
porque é a alegria não me inunda os poros
porque é que eu que me sinto a perder...
E lutar por mim? Está fora de questão?
O orgulho alheio não deixa
Ou a chama já é ténue demais para tentar inverter a direcção final?
parar é morrer diz o povo...
eu acho que morrer é que é parar..
até lá movemo-nos como esferas que rolam ininterruptamente numa loucura desenfreada
e dançamos loucos na madrugada dos sonhos
e vivemos parvos na imensidão da acesa ignorância.
Mas se tudo isso falha
quem nos salva das esperanças desavindas?
E se eu pedisse ajuda um dia
perderia a noite em mim?
E seria possível ser salvo por um beijo?
Ou ainda melhor, ser resgatado pelo desejo..
Ao invés,
não sei que dizer ou fazer
apenas em pensamentos, grito o teu nome
apenas em murmúrios calados canto o meu querer
e nada oiço em retorno
senão o estortor do fim da linha
o pesar do pensamento..
e a linha que não pára de correr não se faz lágrima nem se faz ser
faz-se mágoa se a deixarem crescer
faz-se saudade se morrer..
faz-se fado se cantar
e nada consigo fazer para isto evitar...
Hoje sou vencedor vencido
antes comprador vendido
gasto e carcomido
hoje sou o resto da existência
sou fraco inconsistente
peço a salvação
mas não auguro nada mais no meu caminho
ocupa-me senão o peso do peito
que me prende
que me esmaga em mim
nada mais sou hoje senão eu..envolto em escuridão..
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
icarus
A beleza desperdiçada num sorriso inquieto
imaculada na perfeição de ser degenerado
e o vestígio de uma juventude abandonada recém nascida
plasmada num olhar ténue poisado no finalmente.
vertem lágrimas de cera do tecto falso da longa espera
como torta é a sina dos que sofrem
e negra a manta dos que tecem a sorte confiando no destino.
Para que alguns sonhos se tornem reais terá sempre de haver
sal a mais nas feridas
e os pássaros no céu terão de morrer
e só depois
muito depois disso, deixarão todos de cantar.
Até lá nascem rios e morrem estrelas
bailam gigantes e rescussitam borboletas
O céu veste-se de branco para nos receber..
mas as marcas da tua devoção estão no meu corpo.
A banda apruma-se enquanto eu peço um pouco mais
de ser
de intensidade
de sol
de chuva
de faca nos dentes feito salteador na noite
de punho cerrado contra a revolução sangrenta que tu és..
de olhos a brilhar na escuridão como anjo negro sedento de...
tudo isso e ainda mais.
Só que as marcas da tua devoção ainda estão no meu corpo..
E eu não as consigo fazer desaparecer
ainda que tente
não tenho lágrimas que cheguem que encharquem tudo isto
e me façam salgar as feridas e voar.
Desejo tolo de querer ir em direcção ao sol
e cair do mais alto ar
para o ainda mais fundo chão
que me receba de braços abertos
e fendas fundas que me entranhem e façam desaparecer desta terra
para voltar novamente em direcção à estratosfera..
um salto de trampolim metafísico
um salto de fé
para quem não acredita na natureza humana
e sabe a cor do cadafalso banhado de crepúsculo.
Quem quer regressar a algo de que nunca verdadeiramente partiu
quem quer subir e esquecer que teremos de cair
que o faça
eu bem sei que sou pássaro cantante
daqueles que cantam apenas depois de morto
como os outros que assobiam as melodias de um dia qualquer
vestígios de uma existência de luz
sem sombra engolida
e sem marcas de uma devoção ainda no corpo..
já pensei em cortar os dedos para deixar de escrever
já pensei em sangrar os olhos para não mais me ver
já pensei nisso tudo e ainda não pensei apenas em parar de o fazer.
torturo-me constantemente sobre tudo e sobre nada
visto a pele do enfermo
e dispo a felicidade emprestada de quem não nada quer senão sorrir.
É..
sem sombra de dúvida o raiar da questão
queremos todos voar quando sabemos que teremos de cair...?
tão certo ser o que sobe também tem de descer
aquele que voa tem de sofrer?
E se assim é..
porque é que não conseguimos todos cantar?
imaculada na perfeição de ser degenerado
e o vestígio de uma juventude abandonada recém nascida
plasmada num olhar ténue poisado no finalmente.
vertem lágrimas de cera do tecto falso da longa espera
como torta é a sina dos que sofrem
e negra a manta dos que tecem a sorte confiando no destino.
Para que alguns sonhos se tornem reais terá sempre de haver
sal a mais nas feridas
e os pássaros no céu terão de morrer
e só depois
muito depois disso, deixarão todos de cantar.
Até lá nascem rios e morrem estrelas
bailam gigantes e rescussitam borboletas
O céu veste-se de branco para nos receber..
mas as marcas da tua devoção estão no meu corpo.
A banda apruma-se enquanto eu peço um pouco mais
de ser
de intensidade
de sol
de chuva
de faca nos dentes feito salteador na noite
de punho cerrado contra a revolução sangrenta que tu és..
de olhos a brilhar na escuridão como anjo negro sedento de...
tudo isso e ainda mais.
Só que as marcas da tua devoção ainda estão no meu corpo..
E eu não as consigo fazer desaparecer
ainda que tente
não tenho lágrimas que cheguem que encharquem tudo isto
e me façam salgar as feridas e voar.
Desejo tolo de querer ir em direcção ao sol
e cair do mais alto ar
para o ainda mais fundo chão
que me receba de braços abertos
e fendas fundas que me entranhem e façam desaparecer desta terra
para voltar novamente em direcção à estratosfera..
um salto de trampolim metafísico
um salto de fé
para quem não acredita na natureza humana
e sabe a cor do cadafalso banhado de crepúsculo.
Quem quer regressar a algo de que nunca verdadeiramente partiu
quem quer subir e esquecer que teremos de cair
que o faça
eu bem sei que sou pássaro cantante
daqueles que cantam apenas depois de morto
como os outros que assobiam as melodias de um dia qualquer
vestígios de uma existência de luz
sem sombra engolida
e sem marcas de uma devoção ainda no corpo..
já pensei em cortar os dedos para deixar de escrever
já pensei em sangrar os olhos para não mais me ver
já pensei nisso tudo e ainda não pensei apenas em parar de o fazer.
torturo-me constantemente sobre tudo e sobre nada
visto a pele do enfermo
e dispo a felicidade emprestada de quem não nada quer senão sorrir.
É..
sem sombra de dúvida o raiar da questão
queremos todos voar quando sabemos que teremos de cair...?
tão certo ser o que sobe também tem de descer
aquele que voa tem de sofrer?
E se assim é..
porque é que não conseguimos todos cantar?
terça-feira, 21 de outubro de 2008
TV
Não há soluções fáceis quando mergulhamos na sombra
vi um televisor hoje esparramado na calçada
com as entranhas metálicas espalhadas
sem pejo nem piedade...
esquartejado que estava sem uso
e no entanto nunca o achei tão belo..
O que me faz pensar...
talvez hajam coisas que façam mais sentido despedaças do que unas.
Ou se calhar há coisas que apenas brilham no momento final..
Enfim... ilacções de um dia banal
Será que sofreu?
será que lhe doeu?
Ou foi brutalmente rápido
nem sequer pestanejando
quando teve os restos esquaqueirados
esmigalhados com frieza calculado de quem matar..
Foi o fim da programação
a mira técnica desfeita em lágrimas de mercúrio..
e o lento cerrar do vermelho olho
foi o mais doloroso desligar da sua existência
foi tudo o que podia ser
já nada poderia almejar
para além do que lhe confinaram a provar..
ocupando por fim o espaço para aquilo que lhe deixavam ter..
um pedaço desfeito de algo
um caixa de destroços espalhada pelo chão
..não há nova vida para estes pedaços
já não vejo mais televisão.!
vi um televisor hoje esparramado na calçada
com as entranhas metálicas espalhadas
sem pejo nem piedade...
esquartejado que estava sem uso
e no entanto nunca o achei tão belo..
O que me faz pensar...
talvez hajam coisas que façam mais sentido despedaças do que unas.
Ou se calhar há coisas que apenas brilham no momento final..
Enfim... ilacções de um dia banal
Será que sofreu?
será que lhe doeu?
Ou foi brutalmente rápido
nem sequer pestanejando
quando teve os restos esquaqueirados
esmigalhados com frieza calculado de quem matar..
Foi o fim da programação
a mira técnica desfeita em lágrimas de mercúrio..
e o lento cerrar do vermelho olho
foi o mais doloroso desligar da sua existência
foi tudo o que podia ser
já nada poderia almejar
para além do que lhe confinaram a provar..
ocupando por fim o espaço para aquilo que lhe deixavam ter..
um pedaço desfeito de algo
um caixa de destroços espalhada pelo chão
..não há nova vida para estes pedaços
já não vejo mais televisão.!
filho de um deus menor.
o filho de um deus menor
aceita a sua sorte com um sorriso
o pária do desassosego
dá voltas à cabeça
hélice motorizada de uma barca do inferno
gasta e carcomida pela égide da tempestuosa existência...
morde a bala
e mergulha no tempo desfasado devoluto e dominado...
sob a égide da solidão
tenta verter uma só lágrima
mas o filho do deus menor nunca aprendeu a chorar
nem acalenta mais dor aflita que a própria indómita mágoa de não saber sorrir.
aceita a sua sorte com um sorriso
o pária do desassosego
dá voltas à cabeça
hélice motorizada de uma barca do inferno
gasta e carcomida pela égide da tempestuosa existência...
morde a bala
e mergulha no tempo desfasado devoluto e dominado...
sob a égide da solidão
tenta verter uma só lágrima
mas o filho do deus menor nunca aprendeu a chorar
nem acalenta mais dor aflita que a própria indómita mágoa de não saber sorrir.
ego
ser egoísta ..
é mais díficil do que parece.
Há mais umbigos para olhar do que o nosso.
Viver em mim custa mais do que possam pensar
às vezes esqueço-me e mergulho noutras existências
como se eu fizesse parte da orquestra..
Olhar-me no espelho e perder-me na multidão interior
exige grande empenho e energia
subverter-me a minha auto soberania é um processo intenso e abrasivo
e no entanto...
às vezes esqueço-me de o ser e torno-me um imbecil altruísta
desvarios de ser disforme e inacabado
que acaba por ser engolido pela própria sombra
mais negra mais profunda do que o próprio desejo de o ser...egoísta.
é mais díficil do que parece.
Há mais umbigos para olhar do que o nosso.
Viver em mim custa mais do que possam pensar
às vezes esqueço-me e mergulho noutras existências
como se eu fizesse parte da orquestra..
Olhar-me no espelho e perder-me na multidão interior
exige grande empenho e energia
subverter-me a minha auto soberania é um processo intenso e abrasivo
e no entanto...
às vezes esqueço-me de o ser e torno-me um imbecil altruísta
desvarios de ser disforme e inacabado
que acaba por ser engolido pela própria sombra
mais negra mais profunda do que o próprio desejo de o ser...egoísta.
tempos antigos
Tenho saudades dos tempos antigos
em que simplesmente ficava acordado até tarde porque podia
a ver horas passar
enquanto fumava cigarros numa janela fria
ouvindo o crepitar do enfermo papel
que se esvaía com a minha juventude...
tenho saudades não sei bem do quê
talvez seja apenas de as sentir..
talvez já sinta falta
do que ainda está para vir
anseio para que o futuro se torne mais rápido passado
do que este presente que não estou a sentir...
As vagas luminosas da genialidade já se foram
com a maré vaza ficam na areia do tempo
os detritos duma vida insípida
e as mensagens em garrafas que existiam bebi-as todos
com a pressa de me evadir e comunicar com os outros que se encontravam do outro lado da noite.
Com o erro fiz linha
e com os enganos fiz bingo..
é dia de jogo
jogo tudo o que tenho pela rua fora
espatifado patife de sorriso rasgado..
jogo tudo
e arrisco perder mais nada do que isto...recordações de tempos antigos..
em que simplesmente ficava acordado até tarde porque podia
a ver horas passar
enquanto fumava cigarros numa janela fria
ouvindo o crepitar do enfermo papel
que se esvaía com a minha juventude...
tenho saudades não sei bem do quê
talvez seja apenas de as sentir..
talvez já sinta falta
do que ainda está para vir
anseio para que o futuro se torne mais rápido passado
do que este presente que não estou a sentir...
As vagas luminosas da genialidade já se foram
com a maré vaza ficam na areia do tempo
os detritos duma vida insípida
e as mensagens em garrafas que existiam bebi-as todos
com a pressa de me evadir e comunicar com os outros que se encontravam do outro lado da noite.
Com o erro fiz linha
e com os enganos fiz bingo..
é dia de jogo
jogo tudo o que tenho pela rua fora
espatifado patife de sorriso rasgado..
jogo tudo
e arrisco perder mais nada do que isto...recordações de tempos antigos..
red right hand
balanço nos braços da loucura
embalado pelo dia recortado em espasmos e laivos de insana consciência
vagas de insidiosa raiva recortam o meu corpo
em espasmos de repugnância
pela pungência do dia
regurgitado e prostrado sob o próprio fim..
há dias que não durmo
há noites que não uivo..
e há anos que não sou...
as asas vermelhas crescem...
rasgam a pele
esfrangalham os ossos humanóides que me restavam...
o pior ainda está para vir...
embalado pelo dia recortado em espasmos e laivos de insana consciência
vagas de insidiosa raiva recortam o meu corpo
em espasmos de repugnância
pela pungência do dia
regurgitado e prostrado sob o próprio fim..
há dias que não durmo
há noites que não uivo..
e há anos que não sou...
as asas vermelhas crescem...
rasgam a pele
esfrangalham os ossos humanóides que me restavam...
o pior ainda está para vir...
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
magia
Aqui jazem pedaços de céu
nesta janela virada para o desencanto
ali dançam promessas perdidas
num manto eterno que se desfila num lácteo véu..
Versos de vento compõem a madrugada das canções
Valquírias vitoriosas cavalgam nas nuvens do pensamento
Resvalam os cantos esquecidos da mente
como salteadoras de cidades do fundo mar e de incautos corações
Tatuagens de beijos pousadas em telhados da insconciência
fazem milagres aos obliterados e aos esquecidos
criam novos mundos em cada fôlego exalado
e nascem estrelas puras banhadas de incandescência..
Ondas de saudade da infância passada
resultam em espuma de sorrisos
afogam mágoas e encantam gestos perdidos..
Com um meneio de tango
corpos resvalam na noite
imersos na sua nudez cega prostrada no leito
abrasam os lencóis
e incendeiam de forma séquita o peito..
Todos dormem
todos sonham
enquanto os anjos desta cidade renascem
um por um
fazem brotar mais um astro no firmamento...
De amarras soltas
o mar ruma em direcção aos barcos
e o rio destapa as ninfas que banhadas pela lua
reflectem como torres de marfim
Acordem os poetas que socobram o destino
em tons de sonho e ilusão...
Acordem os espectros
e plasmem nos rostos sós a loucura de um sorriso
oiçam a melodia que dardeja nos lábios
e façam nascer em vocês mesmos a magia.
Ousem
arrisquem
anseiem
e sonhem...
Este mundo é nosso.
Com as cores e as dores
para o bem e para o mal
e tudo o resto é de outro mundo
tudo o resto é apenas poesia
demarcada da realidade
pintura de utopia
e toque de anjo em palavras estreitas de paixão.
nesta janela virada para o desencanto
ali dançam promessas perdidas
num manto eterno que se desfila num lácteo véu..
Versos de vento compõem a madrugada das canções
Valquírias vitoriosas cavalgam nas nuvens do pensamento
Resvalam os cantos esquecidos da mente
como salteadoras de cidades do fundo mar e de incautos corações
Tatuagens de beijos pousadas em telhados da insconciência
fazem milagres aos obliterados e aos esquecidos
criam novos mundos em cada fôlego exalado
e nascem estrelas puras banhadas de incandescência..
Ondas de saudade da infância passada
resultam em espuma de sorrisos
afogam mágoas e encantam gestos perdidos..
Com um meneio de tango
corpos resvalam na noite
imersos na sua nudez cega prostrada no leito
abrasam os lencóis
e incendeiam de forma séquita o peito..
Todos dormem
todos sonham
enquanto os anjos desta cidade renascem
um por um
fazem brotar mais um astro no firmamento...
De amarras soltas
o mar ruma em direcção aos barcos
e o rio destapa as ninfas que banhadas pela lua
reflectem como torres de marfim
Acordem os poetas que socobram o destino
em tons de sonho e ilusão...
Acordem os espectros
e plasmem nos rostos sós a loucura de um sorriso
oiçam a melodia que dardeja nos lábios
e façam nascer em vocês mesmos a magia.
Ousem
arrisquem
anseiem
e sonhem...
Este mundo é nosso.
Com as cores e as dores
para o bem e para o mal
e tudo o resto é de outro mundo
tudo o resto é apenas poesia
demarcada da realidade
pintura de utopia
e toque de anjo em palavras estreitas de paixão.
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
stepping stone
não há nada como ter uma experiência extrema para nos voltar a pôr de volta nos carris..
a minha envolveu sangue e violência..
não recomendo...
Não posso dizer que os fins justificam os meios, porque ainda me tenho o corpo moído..
No entanto, se tivesse que dizer, que tudo isto tinha valido a pena,
para saber apreciar o sal da vida,
diria que passaria pelo mesmo novamente..
Se me perguntarem se valeu a pena
pelo resultado final,
diria que passaria novamente pela exacta experiência..
Porque as marcas e cicatrizes fazem parte dos sucalcos traçados no mapa da nossa vivência..
e dizer que me arrependo é ir contra a minha natureza.
Mais fácil ser despedaçado do que torcido
Ainda que não seja inquebrável
posso afirmar que sou duro de roer.
Nada poético
nada prosaico
apenas a recordar um momento que considero ser de viragem
talvez esta seja a minha stepping stone
e o caminhar para uma existência dominada e segura de si.
Nada temo sem ser perder aqueles que verdadeiramente importam..
e por eles...
lutarei até que as ultimas forças abandonem o meu quebrado e magoado corpo.
Se depender de mim
jamais caminharão sós.
Se eu tiver algo a dizer
seremos sempre mais forte juntos do que separados.
Escolha o caminho que escolher
sei agora que o farei por inteiro
sem divisões absolutas e com todo o empenho
dedicado absolutamente a errar ou a acertar..
Com todos os frémitos do meu ser
sem pejo nem hesitação
vou destapar a armadura que tanto me guardou o coração
e dedicar-me plenamente a ser.
Porque prefiro morrer trespassado pela lança da sincera emoção
do que definhar aos poucos de meias medidas
mem inacabadas histórias nem trapaceira ilusão. :)
a minha envolveu sangue e violência..
não recomendo...
Não posso dizer que os fins justificam os meios, porque ainda me tenho o corpo moído..
No entanto, se tivesse que dizer, que tudo isto tinha valido a pena,
para saber apreciar o sal da vida,
diria que passaria pelo mesmo novamente..
Se me perguntarem se valeu a pena
pelo resultado final,
diria que passaria novamente pela exacta experiência..
Porque as marcas e cicatrizes fazem parte dos sucalcos traçados no mapa da nossa vivência..
e dizer que me arrependo é ir contra a minha natureza.
Mais fácil ser despedaçado do que torcido
Ainda que não seja inquebrável
posso afirmar que sou duro de roer.
Nada poético
nada prosaico
apenas a recordar um momento que considero ser de viragem
talvez esta seja a minha stepping stone
e o caminhar para uma existência dominada e segura de si.
Nada temo sem ser perder aqueles que verdadeiramente importam..
e por eles...
lutarei até que as ultimas forças abandonem o meu quebrado e magoado corpo.
Se depender de mim
jamais caminharão sós.
Se eu tiver algo a dizer
seremos sempre mais forte juntos do que separados.
Escolha o caminho que escolher
sei agora que o farei por inteiro
sem divisões absolutas e com todo o empenho
dedicado absolutamente a errar ou a acertar..
Com todos os frémitos do meu ser
sem pejo nem hesitação
vou destapar a armadura que tanto me guardou o coração
e dedicar-me plenamente a ser.
Porque prefiro morrer trespassado pela lança da sincera emoção
do que definhar aos poucos de meias medidas
mem inacabadas histórias nem trapaceira ilusão. :)
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
liberdade
lentamente deslizo pela cadeira..
escorrego em direcção ao chão e rastejo para fora daqui...
ninguém me vê escapulir...
o coração aperta-se no vislumbre da luz exterior...
já consigo sentir a liberdade tocar-me no rosto
os grilhões que outrora me fixavam
estão soltos e quebradiços
finalmente me escapo...
em direcção ao meu tempo
ao comando do meu destino e da minha fortuna...
sinto a aragem fresca da rua
que me adorna os ossos com o seu fino manto..
e prossigo intrepidamente o desconhecido trilho.
Porquê?
porque ninguém quer viver para sempre quando não há liberdade
porque ninguém procura a imortalidade no frio do inverno
porque ninguém se esquece do tempo passar quando estamos presos ao chão..
Dos meus lábios faço asas e voo
dos meus olhos mares e navego
das minhas pernas catapultas que me permitem saltear novos mundos
e das minhas mãos faço chaves que me permitem abrir todas as portas..
Se tudo isto falhar prefiro ser ícaro e morrer em direcção ao sol
do que nunca ter voado
se tudo isto não resultar
posso dizer que vivi mais um pouco do que outros que sobrevivem
e senti mais liberdade do que uns ousam sonhar...
o comboio espera-me
pelas terras do fogo irei trilhar o meu caminho
A grande jornada ainda está para vir...
podia dizer até ao meu regresso
mas direi apenas
voltarei quando cair em mim.
E se não cair...
e se não falhar
por tudo isso vale a pena sonhar
por tudo o resto para a pena esperar
se assim for viverei para sempre
imortalizado nas palavras e nas recordações que deixar.
As teias da casa abandonada esperam por mim
e aconteça o que acontecer..
o espectáculo não pode parar.
Esta mensagem é dedicada a todos que não pararam de sonhar
esta mensagem é dedicada aos peter pan e aos peter punks
aos que trocam uma vaca por um pé de feijão
e um beijo por nada.
Queremos todos mais
mais sucesso
mais dinheiro
mais respeito
mais poder
e que tal menos,
menos mentiras
menos intrigas
menos enganos
e mais cantigas?
Rasguem-se os mapas
e as cartas de navegação
andarmos todos tão certos não nos trouxe nada de bom.
Vou reescrever a minha história
porque não acredito em fins determinados
nem em garantias eternas.
Não sou quem julgam nem que me tomam...
"Dou-me com toda a gente e não me dou a ninguém"
e um dia pode ser que contem a minha sina..
Como o homem que recusava deixar para trás o coração
por muito pesado que se torne
o homem que não quis deixar de sonhar
que ousou não se deixar domar
que amou a liberdade acima de todas as outras coisas
que vestiu o outono como segunda pele
e abraçou o inverno da pálida existência.
Que seja o ícaro
que seja o fiasco
que seja o diletante
que seja tudo isso
mas que seja com a mordida da aventura em mim
com o trincar do lábio dardejado
e com o arrojo e assomo de quem acabou de nascer.
escorrego em direcção ao chão e rastejo para fora daqui...
ninguém me vê escapulir...
o coração aperta-se no vislumbre da luz exterior...
já consigo sentir a liberdade tocar-me no rosto
os grilhões que outrora me fixavam
estão soltos e quebradiços
finalmente me escapo...
em direcção ao meu tempo
ao comando do meu destino e da minha fortuna...
sinto a aragem fresca da rua
que me adorna os ossos com o seu fino manto..
e prossigo intrepidamente o desconhecido trilho.
Porquê?
porque ninguém quer viver para sempre quando não há liberdade
porque ninguém procura a imortalidade no frio do inverno
porque ninguém se esquece do tempo passar quando estamos presos ao chão..
Dos meus lábios faço asas e voo
dos meus olhos mares e navego
das minhas pernas catapultas que me permitem saltear novos mundos
e das minhas mãos faço chaves que me permitem abrir todas as portas..
Se tudo isto falhar prefiro ser ícaro e morrer em direcção ao sol
do que nunca ter voado
se tudo isto não resultar
posso dizer que vivi mais um pouco do que outros que sobrevivem
e senti mais liberdade do que uns ousam sonhar...
o comboio espera-me
pelas terras do fogo irei trilhar o meu caminho
A grande jornada ainda está para vir...
podia dizer até ao meu regresso
mas direi apenas
voltarei quando cair em mim.
E se não cair...
e se não falhar
por tudo isso vale a pena sonhar
por tudo o resto para a pena esperar
se assim for viverei para sempre
imortalizado nas palavras e nas recordações que deixar.
As teias da casa abandonada esperam por mim
e aconteça o que acontecer..
o espectáculo não pode parar.
Esta mensagem é dedicada a todos que não pararam de sonhar
esta mensagem é dedicada aos peter pan e aos peter punks
aos que trocam uma vaca por um pé de feijão
e um beijo por nada.
Queremos todos mais
mais sucesso
mais dinheiro
mais respeito
mais poder
e que tal menos,
menos mentiras
menos intrigas
menos enganos
e mais cantigas?
Rasguem-se os mapas
e as cartas de navegação
andarmos todos tão certos não nos trouxe nada de bom.
Vou reescrever a minha história
porque não acredito em fins determinados
nem em garantias eternas.
Não sou quem julgam nem que me tomam...
"Dou-me com toda a gente e não me dou a ninguém"
e um dia pode ser que contem a minha sina..
Como o homem que recusava deixar para trás o coração
por muito pesado que se torne
o homem que não quis deixar de sonhar
que ousou não se deixar domar
que amou a liberdade acima de todas as outras coisas
que vestiu o outono como segunda pele
e abraçou o inverno da pálida existência.
Que seja o ícaro
que seja o fiasco
que seja o diletante
que seja tudo isso
mas que seja com a mordida da aventura em mim
com o trincar do lábio dardejado
e com o arrojo e assomo de quem acabou de nascer.
terça-feira, 16 de setembro de 2008
duche
Desenhei um sorriso no espelho embaciado saído do duche
olhei-me inexpressivamente e vi-me envelhecer...
Lembrei-me dos tempos passados debaixo da terra
e daqueles em pleno ar
das madrugadas gritantes e das noites caladas..
das quentes e imotivas indecisões e das frias e assassinas rotinas.
Pisei o chão molhado e encetei o passo despido
tatuado de água e perfume
abracei a toalha, enquanto senti as gotas cálidas
mergulharem acentuadas no tapete vermelho que suspira tristonho na sala..
vislumbrei a cama lânguida e sedutora
mas segui o meu caminho..
Nota após nota compondo o meu trecho
Camisa
calças
sapatos
pausa para pequeno almoço
e a música continua...
A rádio cantarola alguma coisa sem sentido e dá-me notícias sobre um mundo que não me envolve nem me cativa
Abro a janela do peito e respiro fundo
o nascer de um novo dia que desaba sobre tudo e todos está mesmo no virar da esquina
sem perdoar nem esquecer
sem melindres e sem pudor
Sem promessas nem ilusões...
a realidade prostra-se a meus pés enquanto engraxo os sapatos...
e assim vou..
acalentado sensações únicas em cada passo ainda dormente
ainda sonhador
ainda vivo
ainda sou..
Não consigo definir exactamente o quê, mas ainda o sou
às vezes menor
outras maior
outras apenas sombra..
Podia ser o meu maior sucesso
e podia ser o meu maior fracasso
ao invés do maior fracasso em ter sucesso
o maior sucesso ao ter fracasso
e trocava tudo isso por um raio de sol que me incendia-se as fagulhas da consciência..
a chama que não chama por mim
revolve o passeio e desenha o traçado
que morre que vive e que desenha distraídamente o desejo...
dois caminhos
como duas flores
belas e distintas
que brotam e que murcham simultanemente
cálculo da natureza invencível
Propragada sobre mim adivinha-se a propaganda de um dia de outono..
amadurecido e doirado
a luz vai caíndo nos meus olhos
e lá fora....
murmuram canções antigas...
e escrevem-me cartas que nunca li...
..lá fora deve ser noite pois aqui ainda durmo profudamente..
Sonho...
Sonho até ao acordar e ter um sorriso desenhado no espelho por mim.
Espero até ao amanhã para ser uno
e ver-me nú saído do duche novamente...
olhei-me inexpressivamente e vi-me envelhecer...
Lembrei-me dos tempos passados debaixo da terra
e daqueles em pleno ar
das madrugadas gritantes e das noites caladas..
das quentes e imotivas indecisões e das frias e assassinas rotinas.
Pisei o chão molhado e encetei o passo despido
tatuado de água e perfume
abracei a toalha, enquanto senti as gotas cálidas
mergulharem acentuadas no tapete vermelho que suspira tristonho na sala..
vislumbrei a cama lânguida e sedutora
mas segui o meu caminho..
Nota após nota compondo o meu trecho
Camisa
calças
sapatos
pausa para pequeno almoço
e a música continua...
A rádio cantarola alguma coisa sem sentido e dá-me notícias sobre um mundo que não me envolve nem me cativa
Abro a janela do peito e respiro fundo
o nascer de um novo dia que desaba sobre tudo e todos está mesmo no virar da esquina
sem perdoar nem esquecer
sem melindres e sem pudor
Sem promessas nem ilusões...
a realidade prostra-se a meus pés enquanto engraxo os sapatos...
e assim vou..
acalentado sensações únicas em cada passo ainda dormente
ainda sonhador
ainda vivo
ainda sou..
Não consigo definir exactamente o quê, mas ainda o sou
às vezes menor
outras maior
outras apenas sombra..
Podia ser o meu maior sucesso
e podia ser o meu maior fracasso
ao invés do maior fracasso em ter sucesso
o maior sucesso ao ter fracasso
e trocava tudo isso por um raio de sol que me incendia-se as fagulhas da consciência..
a chama que não chama por mim
revolve o passeio e desenha o traçado
que morre que vive e que desenha distraídamente o desejo...
dois caminhos
como duas flores
belas e distintas
que brotam e que murcham simultanemente
cálculo da natureza invencível
Propragada sobre mim adivinha-se a propaganda de um dia de outono..
amadurecido e doirado
a luz vai caíndo nos meus olhos
e lá fora....
murmuram canções antigas...
e escrevem-me cartas que nunca li...
..lá fora deve ser noite pois aqui ainda durmo profudamente..
Sonho...
Sonho até ao acordar e ter um sorriso desenhado no espelho por mim.
Espero até ao amanhã para ser uno
e ver-me nú saído do duche novamente...
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
seres imperfeitos
somos seres imperfeitos
perfeitos por natureza
e defeitos por vivência
bemfeitos por nascença
e desfeitos por sobrevivência..
abri ontem uma janela do passado
e encerrei-a mais veloz que uma memória fugaz
para não apanhar uma corrente de ar antigo
que me fizesse relembrar que o tempo já nunca mais volta para trás..
A força de um beijo não faz ruir uma parede suja de convicções amargas
e um sorriso distante não desmonora as intenções de viver na curva descedente do desejo.
Somos salteadores de esperança
despojados de fé
somos perdidamente apaixonados
desprovidos de coração
somos mentes inquietas
vazias de cogitações
somos tudo e somos nada
ou serei só eu e mais ninguém
ser único e irrepetível
máquina imperfeita calibrada para atingir o erro.
A vida não é uma quimera
a vida não é uma cruzada
a vida nem sequer é uma aventura
a vida é ...
esta manta de retalhos
de acontecimentos e de futuros desavindos que ainda não se desenrolaram.
A vida é dizer num suspiro imerso de nostalgia...
como o tempo passa...
ainda há tão pouco tempo estavamos a rastejar na lama e agora já estamos a voar...
uma borboleta vive um dia.
de larva a anjo num salto, para depois se tornar pó.
Como eu
feito de pó para ser larva e para um dia morrer só.
Os animais para morrerem
escolhem estar sozinhos
pressentem o seu fim e isolam-se
se a vida é sempre a perder e passamos cada dia da existência a definhar
porque não sentimos o fim de cada dia como um animal moribundo..
Somos ser imperfeitos
geniais na criação
brutos na execução..
O tempo é cobarde
cria distâncias e alimenta o espaço em que se acomodaram as recordações..
Apaga as labaredas de emoção e embeleza as outras que não de dor.
As outras que não as más
São o que almejamos
Os momentos que não os tristes
as alturas que não as de mágoa
e no entanto poderia alguém saber uma sem a outra?
qual língua sem boca...
qual beijo sem desejo..
Somos seres imperfeitos
reais,
atingíveis,
incongruentes
e no entanto perfeitos nas nossas erradas maneiras desmistificada de ser...
perfeitos por natureza
e defeitos por vivência
bemfeitos por nascença
e desfeitos por sobrevivência..
abri ontem uma janela do passado
e encerrei-a mais veloz que uma memória fugaz
para não apanhar uma corrente de ar antigo
que me fizesse relembrar que o tempo já nunca mais volta para trás..
A força de um beijo não faz ruir uma parede suja de convicções amargas
e um sorriso distante não desmonora as intenções de viver na curva descedente do desejo.
Somos salteadores de esperança
despojados de fé
somos perdidamente apaixonados
desprovidos de coração
somos mentes inquietas
vazias de cogitações
somos tudo e somos nada
ou serei só eu e mais ninguém
ser único e irrepetível
máquina imperfeita calibrada para atingir o erro.
A vida não é uma quimera
a vida não é uma cruzada
a vida nem sequer é uma aventura
a vida é ...
esta manta de retalhos
de acontecimentos e de futuros desavindos que ainda não se desenrolaram.
A vida é dizer num suspiro imerso de nostalgia...
como o tempo passa...
ainda há tão pouco tempo estavamos a rastejar na lama e agora já estamos a voar...
uma borboleta vive um dia.
de larva a anjo num salto, para depois se tornar pó.
Como eu
feito de pó para ser larva e para um dia morrer só.
Os animais para morrerem
escolhem estar sozinhos
pressentem o seu fim e isolam-se
se a vida é sempre a perder e passamos cada dia da existência a definhar
porque não sentimos o fim de cada dia como um animal moribundo..
Somos ser imperfeitos
geniais na criação
brutos na execução..
O tempo é cobarde
cria distâncias e alimenta o espaço em que se acomodaram as recordações..
Apaga as labaredas de emoção e embeleza as outras que não de dor.
As outras que não as más
São o que almejamos
Os momentos que não os tristes
as alturas que não as de mágoa
e no entanto poderia alguém saber uma sem a outra?
qual língua sem boca...
qual beijo sem desejo..
Somos seres imperfeitos
reais,
atingíveis,
incongruentes
e no entanto perfeitos nas nossas erradas maneiras desmistificada de ser...
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
vou ali e já volto
Saí para comprar cigarros e nunca mais voltei...
No bolso levava sonhos desfeitos e esperanças renovadas,
almejando começar vida nova logo ali no bairro ao lado
saí com a alma de poeta cheia de mim e com o coração esvaziado de ti.
Saí e já não voltei aquela casa que era tua e minha
e noutras só minha e noutras até mais tua do que vazia.
Qual fósforo riscado limpei o meu sorriso triste
e avancei pela escuridão fora fazendo brilhar a minha obscura mania de ser..
Roubei um cravo numa janela alheia e ajeitei-o na lapela
afinal haverá algo mais poético do que um cravo ao peito de um vagabundo?
O botão trocista que parece calhar em farpela de defundo
brilhante e desafiante
como se dissesse este já cá fica até ao dia fatídico...
este já cá mora diz o mesmo
este já não foge...digo eu enquanto seguro no cravo desajeitamente e sigo o meu caminho.
O meu caminho?
Um caminho qualquer vá, porque hoje não faço mais escolhas.
Escolham lá por mim e ajudem-me a atravessar este mar de pedra
decidam por mim e encham-me o copo novamente,
Porque esta noite já está ganha e eu decidi que nem vou comprar cigarros.
Guardo essa desculpa para uma próxima evasão
Agora é meia noite e eu já estou cá fora...
E a noite compromete-se a ficar comigo
O acordo tá desenhado no rosto do taberneiro que desdenhosamente olha de soslaio
enquanto rabisco no meu caderno as letras tortas de canções que ninguém irá cantar..
Vou ter com o meu amigo Neptuno
pedir-lhe abrigo, ouvir os seus murmúrios e deixar o seu peito rugir em mim..
A noite avança
eu rumo em direcção ao...volto já
a transmissão interrompe-se
tenho de ir...
comprar cigarros e já volto ou não...vou ali e já venho,
sem perder mais tempo..só para me perder..
vou ali e já volto...
No bolso levava sonhos desfeitos e esperanças renovadas,
almejando começar vida nova logo ali no bairro ao lado
saí com a alma de poeta cheia de mim e com o coração esvaziado de ti.
Saí e já não voltei aquela casa que era tua e minha
e noutras só minha e noutras até mais tua do que vazia.
Qual fósforo riscado limpei o meu sorriso triste
e avancei pela escuridão fora fazendo brilhar a minha obscura mania de ser..
Roubei um cravo numa janela alheia e ajeitei-o na lapela
afinal haverá algo mais poético do que um cravo ao peito de um vagabundo?
O botão trocista que parece calhar em farpela de defundo
brilhante e desafiante
como se dissesse este já cá fica até ao dia fatídico...
este já cá mora diz o mesmo
este já não foge...digo eu enquanto seguro no cravo desajeitamente e sigo o meu caminho.
O meu caminho?
Um caminho qualquer vá, porque hoje não faço mais escolhas.
Escolham lá por mim e ajudem-me a atravessar este mar de pedra
decidam por mim e encham-me o copo novamente,
Porque esta noite já está ganha e eu decidi que nem vou comprar cigarros.
Guardo essa desculpa para uma próxima evasão
Agora é meia noite e eu já estou cá fora...
E a noite compromete-se a ficar comigo
O acordo tá desenhado no rosto do taberneiro que desdenhosamente olha de soslaio
enquanto rabisco no meu caderno as letras tortas de canções que ninguém irá cantar..
Vou ter com o meu amigo Neptuno
pedir-lhe abrigo, ouvir os seus murmúrios e deixar o seu peito rugir em mim..
A noite avança
eu rumo em direcção ao...volto já
a transmissão interrompe-se
tenho de ir...
comprar cigarros e já volto ou não...vou ali e já venho,
sem perder mais tempo..só para me perder..
vou ali e já volto...
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
vidas banais
não há vidas normais...
há apenas vidas
e momentos indefinidos de alegria ou tristeza..
ocasos de banalidade e raiares de genialidade
mais simples que o yang e o outro velhaco..
No entanto muitos e muitos desejam apenas ter uma vida normal
não seria melhor pedir uma vida cheia de côr sem um pingo de normalidade..
Momentos standard...
rejeito a definição pelo tédio que a mesma me apresenta.
Pessoas standard..
Não as procuro nem quero que se cruzem no meu caminho.
Tento a fuga ao banal
mesmo na rotina diária.
Fecho os olhos e limito-me a sonhar com vagas infindáveis de magia..
Porque se quisermos, realmente, a ponta do arco-iris está ao nosso alcançe
e o regresso à infância está à distância de um sorriso puro...
Há obstáculos
há barreiras
haverá sempre alguém que não te quer deixar voar
há sempre alguém a dizer que o mundo é suficiente
e que os sonhos não passam de sonhos.
É precisamente por isso
porque os sonhos são sonhos..e ainda bem.
O mundo a mim não me chega
a vida inteira é me insuficiente
vivo esta e outra num fôlego mais veloz que tu consigas dizer irresponsável.
Em última análise somos aquilo que sentimos..
E eu hoje sou apenas eu porque não sinto mais que o meu próprio ser pousado em mim.
Procuro na vastidão dos sentimentos
palavras para etiquetar a fuga ao banal
refugio-me na sombra do disfarce
Porque estou disfarçado de super-maxi de baunilha
de homem normal,
de pessoa simples,
e se calhar até o sou ou se calhar não.
Basta-me a dúvida para arquitectar a minha personagem.
Serei ou não serei banal?
Serei ou não serei inquietante?
Serei ou não serei inantigível?
Serei ou não apenas feito de barro?
Basta-me ser o que sou.
Metade sonho metade real e para sonhar...
para sonhar sonho sempre com o fantástico, o inantigível, o sopro de vida,
a que tantos e tantos catalogam como banal
mas que para mim é único..excepcional..real paranormal.
há apenas vidas
e momentos indefinidos de alegria ou tristeza..
ocasos de banalidade e raiares de genialidade
mais simples que o yang e o outro velhaco..
No entanto muitos e muitos desejam apenas ter uma vida normal
não seria melhor pedir uma vida cheia de côr sem um pingo de normalidade..
Momentos standard...
rejeito a definição pelo tédio que a mesma me apresenta.
Pessoas standard..
Não as procuro nem quero que se cruzem no meu caminho.
Tento a fuga ao banal
mesmo na rotina diária.
Fecho os olhos e limito-me a sonhar com vagas infindáveis de magia..
Porque se quisermos, realmente, a ponta do arco-iris está ao nosso alcançe
e o regresso à infância está à distância de um sorriso puro...
Há obstáculos
há barreiras
haverá sempre alguém que não te quer deixar voar
há sempre alguém a dizer que o mundo é suficiente
e que os sonhos não passam de sonhos.
É precisamente por isso
porque os sonhos são sonhos..e ainda bem.
O mundo a mim não me chega
a vida inteira é me insuficiente
vivo esta e outra num fôlego mais veloz que tu consigas dizer irresponsável.
Em última análise somos aquilo que sentimos..
E eu hoje sou apenas eu porque não sinto mais que o meu próprio ser pousado em mim.
Procuro na vastidão dos sentimentos
palavras para etiquetar a fuga ao banal
refugio-me na sombra do disfarce
Porque estou disfarçado de super-maxi de baunilha
de homem normal,
de pessoa simples,
e se calhar até o sou ou se calhar não.
Basta-me a dúvida para arquitectar a minha personagem.
Serei ou não serei banal?
Serei ou não serei inquietante?
Serei ou não serei inantigível?
Serei ou não apenas feito de barro?
Basta-me ser o que sou.
Metade sonho metade real e para sonhar...
para sonhar sonho sempre com o fantástico, o inantigível, o sopro de vida,
a que tantos e tantos catalogam como banal
mas que para mim é único..excepcional..real paranormal.
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
sexy plexi
a mente vagueia...
dispo-te devagar com um olhar indecente
adivinhando as curvas do serpentear do teu corpo..
sorrio na escuridão dos meus pensamentos
com a antecipação de te sentir estremecer ao meu toque
revolvo-te com a minha mão
com a pressa de quem não quer ir a lugar nenhum..
Procuro os lugares escondidos que guardas para ti
e deleito-me com a doce tortura que espalho pelo teu lascivo ser
que me aguarda e desespera..
o desejo ensurdece os nossos movimentos
e os nossos beijos imersos de uma lascívia submersa em pecado
ardente insano e só nosso...
Mergulho nos teus cabelos
sugando o teu travo e mordendo o teu corpo como se o mundo fosse acabar..
Cubro o teu corpo com o meu,
Destapo-te a alma
e desvendo os teus tesouros brilhantes, lúbricos, expostos, macios, que me enlouquecem
e não paro de me perder em ti...
encontrando-me em cada poro
em cada pormenor
vertendo um pouco de magia
com o gosto do vício
e o sabor do desejo incrustado nos lábios
persigo o teu ser pelos lençóis
arredio por segundos e entregue no instante seguinte
o pêndulo balançeado inflama e aquece
e a batalha dos sentidos agita-se..
renasce reancende apaga revolve-se, como fogo fátuo que teima em não morrer...
mais veloz que o insidioso desejo indecente que me faz mover..
assim ficamos inertes luminosos prostrados em lençóis imaculados de inocência
submergidos pelo desejo amordaçado
escorraçados pela decência
felizes os corpos suados na dormência quente dos dias de estio..
como almas fluorescentes possuíndo animais com o cio..
dispo-te devagar com um olhar indecente
adivinhando as curvas do serpentear do teu corpo..
sorrio na escuridão dos meus pensamentos
com a antecipação de te sentir estremecer ao meu toque
revolvo-te com a minha mão
com a pressa de quem não quer ir a lugar nenhum..
Procuro os lugares escondidos que guardas para ti
e deleito-me com a doce tortura que espalho pelo teu lascivo ser
que me aguarda e desespera..
o desejo ensurdece os nossos movimentos
e os nossos beijos imersos de uma lascívia submersa em pecado
ardente insano e só nosso...
Mergulho nos teus cabelos
sugando o teu travo e mordendo o teu corpo como se o mundo fosse acabar..
Cubro o teu corpo com o meu,
Destapo-te a alma
e desvendo os teus tesouros brilhantes, lúbricos, expostos, macios, que me enlouquecem
e não paro de me perder em ti...
encontrando-me em cada poro
em cada pormenor
vertendo um pouco de magia
com o gosto do vício
e o sabor do desejo incrustado nos lábios
persigo o teu ser pelos lençóis
arredio por segundos e entregue no instante seguinte
o pêndulo balançeado inflama e aquece
e a batalha dos sentidos agita-se..
renasce reancende apaga revolve-se, como fogo fátuo que teima em não morrer...
mais veloz que o insidioso desejo indecente que me faz mover..
assim ficamos inertes luminosos prostrados em lençóis imaculados de inocência
submergidos pelo desejo amordaçado
escorraçados pela decência
felizes os corpos suados na dormência quente dos dias de estio..
como almas fluorescentes possuíndo animais com o cio..
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
tudo isto e nada disto
Balanço nos braços da loucura
embalado pelo dia recortado em espasmos e laivos de insanidade consanguíneos com a rotina mesmerizada do dia a dia..
durmo de olhos abertos
e sonho acordado com outros destinos à margem do que faço e do que acham que sou...
um fantasma carnal vermelho festivaleiro...
que craveja o seu brilhantismo de lama em torres babilónicas que nunca erigi..
apetecia-me viajar sem destino
e voltar apenas quando já ninguém me recordasse senão como um vulto obscuro nas memórias alheias
para voltar a insinuar o mistério nos olhares incautos
e polvilhar as mentes séquitas de profana curiosidade..
passear nas alamedas da incerteza
e reencontrar-me um outro eu mais eu do que jamais o teria sido..
recrear-me na simbiose das minhas palavras
ainda mais louco
como um poeta ditador
que prega a sua lei ao vento e à lua
e tem como seu apenas o manto de chuva que lhe adorna os ossos magoados do tempo..
Resvalo na ideia que possam ter do meu ser
e defendo-me também da minha própria ideia de ego..
Porque não sei ainda o que serei
continuo à procura
Às vezes patife
outras miúdo abandonado às margens de um rio
e outras ainda adulto mais adulto do que gostaria alguma vez de ser..
tantas cartas para escrever que nunca escrevi
e bem sei no fundo que nunca escreverei
e canções que poderia cantar e sei que no fundo não o farei.
Ser de alma diletante esparramado sobre a ideia da humana maneira
feito de espasmos categoricamente brilhantes ou errantes
a escolha está em quem os entende melhor que eu..
triste alegre sentido vazio são estados transitórios
as rosas negras sempre me alegrarão mais se adornarem uma cara bonita num caixão
tudo isto nada disto
e um sorriso...
Carrego no gatilho e disparo
tiro mais uma foto mental de um momento perfeito
em que um sorriso se cruza
despacho-me a arquivar precioso momento como se soubesse de antemão que estarei condenado a persegui-lo
como caçador furtivo que encara a caça como algo mais quente que o próprio sangue que borbulha...
tudo isto nada disto
e sorvo mais um travo da doce loucura que extraio dos meus lábios..
medito por um segundo sob o sabor que retiro desta intensa mordedura
que me salga a boca
mais veloz que o desejo...
gosto do fogo
que nos incendeia
mal posso aguardar por mais labaredas que me inflamem para redigir um capítulo ardente da minha história
porque a vida é a tempestuosa chama que nos lambe e trucida..
tudo isto e nada disto no balanço dos braços da loucura...
a corrida aos lugares no forno já começou
o primeiro a chegar
arderá mais rápido que a imaginação
queimo mais umas linhas a propósito para dizer uma coisa mais apenas
sou o que sou
indigente poeta lúbrico diletante selvagem de brandos costumes de sorriso rasgado e olhar triste
tudo isto e nada disto
que me mantém a balançar nos braços da loucura.
embalado pelo dia recortado em espasmos e laivos de insanidade consanguíneos com a rotina mesmerizada do dia a dia..
durmo de olhos abertos
e sonho acordado com outros destinos à margem do que faço e do que acham que sou...
um fantasma carnal vermelho festivaleiro...
que craveja o seu brilhantismo de lama em torres babilónicas que nunca erigi..
apetecia-me viajar sem destino
e voltar apenas quando já ninguém me recordasse senão como um vulto obscuro nas memórias alheias
para voltar a insinuar o mistério nos olhares incautos
e polvilhar as mentes séquitas de profana curiosidade..
passear nas alamedas da incerteza
e reencontrar-me um outro eu mais eu do que jamais o teria sido..
recrear-me na simbiose das minhas palavras
ainda mais louco
como um poeta ditador
que prega a sua lei ao vento e à lua
e tem como seu apenas o manto de chuva que lhe adorna os ossos magoados do tempo..
Resvalo na ideia que possam ter do meu ser
e defendo-me também da minha própria ideia de ego..
Porque não sei ainda o que serei
continuo à procura
Às vezes patife
outras miúdo abandonado às margens de um rio
e outras ainda adulto mais adulto do que gostaria alguma vez de ser..
tantas cartas para escrever que nunca escrevi
e bem sei no fundo que nunca escreverei
e canções que poderia cantar e sei que no fundo não o farei.
Ser de alma diletante esparramado sobre a ideia da humana maneira
feito de espasmos categoricamente brilhantes ou errantes
a escolha está em quem os entende melhor que eu..
triste alegre sentido vazio são estados transitórios
as rosas negras sempre me alegrarão mais se adornarem uma cara bonita num caixão
tudo isto nada disto
e um sorriso...
Carrego no gatilho e disparo
tiro mais uma foto mental de um momento perfeito
em que um sorriso se cruza
despacho-me a arquivar precioso momento como se soubesse de antemão que estarei condenado a persegui-lo
como caçador furtivo que encara a caça como algo mais quente que o próprio sangue que borbulha...
tudo isto nada disto
e sorvo mais um travo da doce loucura que extraio dos meus lábios..
medito por um segundo sob o sabor que retiro desta intensa mordedura
que me salga a boca
mais veloz que o desejo...
gosto do fogo
que nos incendeia
mal posso aguardar por mais labaredas que me inflamem para redigir um capítulo ardente da minha história
porque a vida é a tempestuosa chama que nos lambe e trucida..
tudo isto e nada disto no balanço dos braços da loucura...
a corrida aos lugares no forno já começou
o primeiro a chegar
arderá mais rápido que a imaginação
queimo mais umas linhas a propósito para dizer uma coisa mais apenas
sou o que sou
indigente poeta lúbrico diletante selvagem de brandos costumes de sorriso rasgado e olhar triste
tudo isto e nada disto
que me mantém a balançar nos braços da loucura.
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
ignition
O acender da chama que se encontrava esquecida...
Primeiro uma faísca no escuro
depois uma fagulha que viaja inconsciente no seu trajecto...
dardejando com a língua o incêndio que não pode ser apagado.
A pele que recomeça a ansear por outra que queime e faça renascer o calor
que conflagra à sombra de pecado...
Resvalando os limites anteriormente estabelecidos
anseio por descer mais um degrau no círculo deste prazeroso inferno
que me assalta e me invade..
Chamo a mim o calor insidioso
que julgava esquecido
e pouco a pouco perco os travões
Extravazo o razoável e destino-me à loucura sem permeios
sem requintes de bondade
nem resquícios de sanidade...
Uma vez mais volto ao ponto de ignição
pronto para mais uma viagem nas asas do destino
derramando sobre mim o manto escabroso da lúxuria
voarei mais longe
como anjo mau de sorriso malvado
à procura de uma eternidade que dure um momento perfeito
de um beijo roubado na chama da ignição..
Até porque estou aqui pela viagem
não pelo destino...
almejo não mais parar de voar qual ícaro louco
e renascer nos lábios ardentes que me façam voar.
Primeiro uma faísca no escuro
depois uma fagulha que viaja inconsciente no seu trajecto...
dardejando com a língua o incêndio que não pode ser apagado.
A pele que recomeça a ansear por outra que queime e faça renascer o calor
que conflagra à sombra de pecado...
Resvalando os limites anteriormente estabelecidos
anseio por descer mais um degrau no círculo deste prazeroso inferno
que me assalta e me invade..
Chamo a mim o calor insidioso
que julgava esquecido
e pouco a pouco perco os travões
Extravazo o razoável e destino-me à loucura sem permeios
sem requintes de bondade
nem resquícios de sanidade...
Uma vez mais volto ao ponto de ignição
pronto para mais uma viagem nas asas do destino
derramando sobre mim o manto escabroso da lúxuria
voarei mais longe
como anjo mau de sorriso malvado
à procura de uma eternidade que dure um momento perfeito
de um beijo roubado na chama da ignição..
Até porque estou aqui pela viagem
não pelo destino...
almejo não mais parar de voar qual ícaro louco
e renascer nos lábios ardentes que me façam voar.
quarta-feira, 23 de julho de 2008
terça-feira, 22 de julho de 2008
2
"don't let the darkness eat you up..."
mais fácil dizê-lo do que fazê-lo...
Chega a ser inevitável a colisão com as trevas, é a natureza humana no seu pior...
Um sinal de alarme de algo que ainda estará para vir..
ou apenas feridas recalcadas de um dia em que me roubaram o sorrir.
O nó basculante no estômago não ajuda a suportar o peso das palavras que rastejam para baixo do tapete espiritual..
Pouso os olhos num ponto fixo tentando fugir à escuridão enquanto oiço palavras sem sentido correrem à volta dos meus ouvidos como cães fugidios escorraçados das noites sem mim.
Já não procuro ninguém
apenas a mim e não encontro.
Não me encontro.
Nada a não ser o fim.
Não me encontro.
Nada a não ser o fim.
Será este o segredo da minha existência...
perder-me para sempre nos confins do anátema da criação
ou subverter-me aos desígnios dos motes enviuzados e abraçar as evidências...
Cada minuto que passa fico mais próximo da reencarnação
cada hora que vai andando deixa-me mais próximo do alheio corpo que irei apoderar.
Enfim...Estou cansado de aqui estar.
Dêem-me nova morada.
Agora quero asas e não pés de barro.
Quero ser e não almejar
quero sonhar sem imaginar
e nunca mais ter de pôr os pés no chão.
A vigília dos lobos aquiescem com mansidão o meu pranto seco
enquanto aguardo pela lua nova...
Há sempre um lugar onde o mundo se esconde
e onde o mundo já não é mais mundo
e cabe na minha palma da mão.
As trivialidades recicladas de um dia banal em forma de poema
fazem a orbe ficar menor
enquanto o vento não sopra a melodia
são as pulsações que marcam o ritmo desfasado.
Umas param
outras reiniciam,
outras começam,
nunca ao mesmo tempo,
todos nós, todos em conjunto, nunca iguais, nunca diferentes na essência...
Mágicos momentos banais de um dia qualquer único irrepetível igual conforme, o que te apetecer.
É sempre mais fácil escolher o outro caminho
No entanto às vezes tudo se resume a uma vírgula, a um nome, a um olhar, a uma pitada de sal
ou um pouco de fé.
terça-feira, 8 de julho de 2008
...mais
Vê-me
Juro-te que sou mais do que aquilo que te mostro.
Olha-me
Prometo que te faço ver mais além do que aquilo que é esperado.
Toca-me
Acredita que não sou só aquilo que julgas que eu seja.
Anseia-me
Rodeia-me
e vive por mim uma batida apenas.
Consome-me
e o que sobrar daí entrega quando já não precisares...
que eu estarei aqui
de sorriso guardado no fundo do meu ser
para mostrar a quem mereça e lute
pela luta justa e por querer acreditar em mim.
Sem mais nada que um resquício de forca desamarrada
a manchar um trilho deixado para trás.
Apartado da besta negra e à procura de ir mais além.
Escolherei sorrir quando assim me for ensinado
com a candura de quem ensina um cego a ver por palavras...
Como o azul é profundo, calmo.... e frio...
O vermelho quente ardente incandescente...
Ainda estás aí?
Eu cá estou
uns dias melhor
outros dias pior
festejando o por do sol
e chorando as manhãs..
há coisas que nunca mudam
não consegues ensinar um vampiro a não ser o que é
e um pseudo poeta a escrever com razão.
O sol vai descendo
e eu abro as asas funestas da insensatez
para mais uma noite sem dormir
calejada por palavras incandescentes escritas no manto negro da noite....
Encontramos-nos mais logo
Num beiral de cabeça para baixo
ou num sonho alheio roubado ao exuberante e pernicioso eléctrico chamado destino.
No aquoso findar da clepsidra da existência nada faz sentido
e tudo é mais bonito assim...
Como as cores quentes e frias
que um dia qualquer num futuro incerto me fizeste sentir.
Juro-te que sou mais do que aquilo que te mostro.
Olha-me
Prometo que te faço ver mais além do que aquilo que é esperado.
Toca-me
Acredita que não sou só aquilo que julgas que eu seja.
Anseia-me
Rodeia-me
e vive por mim uma batida apenas.
Consome-me
e o que sobrar daí entrega quando já não precisares...
que eu estarei aqui
de sorriso guardado no fundo do meu ser
para mostrar a quem mereça e lute
pela luta justa e por querer acreditar em mim.
Sem mais nada que um resquício de forca desamarrada
a manchar um trilho deixado para trás.
Apartado da besta negra e à procura de ir mais além.
Escolherei sorrir quando assim me for ensinado
com a candura de quem ensina um cego a ver por palavras...
Como o azul é profundo, calmo.... e frio...
O vermelho quente ardente incandescente...
Ainda estás aí?
Eu cá estou
uns dias melhor
outros dias pior
festejando o por do sol
e chorando as manhãs..
há coisas que nunca mudam
não consegues ensinar um vampiro a não ser o que é
e um pseudo poeta a escrever com razão.
O sol vai descendo
e eu abro as asas funestas da insensatez
para mais uma noite sem dormir
calejada por palavras incandescentes escritas no manto negro da noite....
Encontramos-nos mais logo
Num beiral de cabeça para baixo
ou num sonho alheio roubado ao exuberante e pernicioso eléctrico chamado destino.
No aquoso findar da clepsidra da existência nada faz sentido
e tudo é mais bonito assim...
Como as cores quentes e frias
que um dia qualquer num futuro incerto me fizeste sentir.
segunda-feira, 7 de julho de 2008
diletante
Num passo gigante
num cerrar de olhos pequeno
num salto transponho uma montanha
e numa queda afundo num poço.
Incongruente como sempre...
Diletante constante.
Sorriso triste e lágrima doce
Quente como um bloco de gelo
E frio....
Frio como só eu consigo ser.
Podia ser salteador de corações
Não sou
Podia ser ladrão de maus sentimentos
não sou
Podia ser criador de sorrisos
muito menos
Podia ser esboçador de suaves esgares felizes
e também não sou.
Podia até um dia vir a ser escritor
e no entanto sou o que sou.
Nada e tudo
Mais tudo do que nada
Ou mais nada do que tudo..
Um intervalo entre ambos
a anulação perfeita do ser
em que conseguimos fazer tudo
e não somos bons em nada.
Talvez seja o fado do homem mediano
Raquítico de sentimentos
mas anafado de esperança
Pobre de espírito
mas de alma cheia.
A minha vida é um dique
enchida gota a gota por lágrimas que se recusam a cair.
Como as ideias para escrever
Como a vontade para viver
Grandes enormes geniais parindo roedores enfezados.
A montanha nem sequer perdeu tempo em licenças de maternidade
como eu há mil e um
e muitos haverá.
Palavras indistintas cheias de vinho mosto
Aquecem o coração das almas vãs que como eu
almejam sonhar.
O sonho comanda o sonho
Porque a vida essa...
há muito que se perdeu no uivo de um tumulto.
Caem cacos do céu
que se despedaçam no chão
candelabros gélidos que não calham a nenhum
e acertam em tudo.
Não encontro sentido para tudo isto
senão vivo no sufoco.
São só palavras que aqui caem
acerto em tudo
mas não calham a ninguém nem em lugar nenhum.
São só letras
e mais letras
que sentido fazem senão este o de não fazer sentido nenhum.
Exemplifique:
Quanto tempo falta para sentir o tempo voltar para trás?
Quanto falta para o tempo sentir voltar para trás o tempo?
Quando voltar para trás o tempo será que o tempo vai sentir?
num cerrar de olhos pequeno
num salto transponho uma montanha
e numa queda afundo num poço.
Incongruente como sempre...
Diletante constante.
Sorriso triste e lágrima doce
Quente como um bloco de gelo
E frio....
Frio como só eu consigo ser.
Podia ser salteador de corações
Não sou
Podia ser ladrão de maus sentimentos
não sou
Podia ser criador de sorrisos
muito menos
Podia ser esboçador de suaves esgares felizes
e também não sou.
Podia até um dia vir a ser escritor
e no entanto sou o que sou.
Nada e tudo
Mais tudo do que nada
Ou mais nada do que tudo..
Um intervalo entre ambos
a anulação perfeita do ser
em que conseguimos fazer tudo
e não somos bons em nada.
Talvez seja o fado do homem mediano
Raquítico de sentimentos
mas anafado de esperança
Pobre de espírito
mas de alma cheia.
A minha vida é um dique
enchida gota a gota por lágrimas que se recusam a cair.
Como as ideias para escrever
Como a vontade para viver
Grandes enormes geniais parindo roedores enfezados.
A montanha nem sequer perdeu tempo em licenças de maternidade
como eu há mil e um
e muitos haverá.
Palavras indistintas cheias de vinho mosto
Aquecem o coração das almas vãs que como eu
almejam sonhar.
O sonho comanda o sonho
Porque a vida essa...
há muito que se perdeu no uivo de um tumulto.
Caem cacos do céu
que se despedaçam no chão
candelabros gélidos que não calham a nenhum
e acertam em tudo.
Não encontro sentido para tudo isto
senão vivo no sufoco.
São só palavras que aqui caem
acerto em tudo
mas não calham a ninguém nem em lugar nenhum.
São só letras
e mais letras
que sentido fazem senão este o de não fazer sentido nenhum.
Exemplifique:
Quanto tempo falta para sentir o tempo voltar para trás?
Quanto falta para o tempo sentir voltar para trás o tempo?
Quando voltar para trás o tempo será que o tempo vai sentir?
há palavras e palavras
há palavras que nos tocam
Há olhares que nos matam
e outros que rescussitam....
Há toques que incendeiam
e outros que apagam a chama.
Voláteis momentos
energias negativas
combinadas em explosões multi cores que se compõem a vida...
Momentos fugazes em que somos arrebatados
pela simplicidade da vida
e outros violentos e estáveis como a mentira enraizada no sangue coagulado.
O que é a vida senão momentos como estes e outros
que nos marcam como tatuagens de emoção e de sangue vivo...
Vive,
Vivo.
Morte
Morto.
A transfiguração de um estado para o outro não é assim tão grande,
um passo de distância os separa,
o regresso à terra prometida é sempre mais difícil quando não conhecemos o caminho.
Perda
Perco-me
em mim..
não sei
Encontro-me...
Encontrem-me.
Orações despedaçadas
não colam corações estilhaçados
e lágrimas feitas
já não desfazem os rios vincados de línguas amargas que percorrem indistintamente o seu caminho.
Solta..
Solto..
Verdade
Mentira
O passo é sempre curto demais e o caminho de regresso é mais difícil que o passo em frente.
Em cada degrau que desço subo mais dois para descer outro novamente,
Fico aqui
No sítio do costume
no poisio do lugar nenhum.
Sem estas palavras não avançava dois passos para trás nem um para frente
com elas fico onde comecei.
Deitado no joio da esperança
encaro o leite derramado de uma etiqueta desfeita e de um pranto sufocado.
Num prado verdejante as coisas simplesmente verdejam
no deserto desertificam
e em mim esquecem.
Caminhei mil passos antes de começar a minha caminhada e outros tantos ficarão por fazer
Porque há sempre mais que um caminho
e há sempre mais que um destino
mesmo quando não sabemos o caminho de volta para casa
e esta seja em lugar nenhum.
Nunca é tarde para chegar mais cedo que o nunca.
E nunca nada fez mais sentido do que nada disto ser sentido
Antes esquecido e amarfanhado num bilhete de ida sem volta à casa partida.
Há olhares que nos matam
e outros que rescussitam....
Há toques que incendeiam
e outros que apagam a chama.
Voláteis momentos
energias negativas
combinadas em explosões multi cores que se compõem a vida...
Momentos fugazes em que somos arrebatados
pela simplicidade da vida
e outros violentos e estáveis como a mentira enraizada no sangue coagulado.
O que é a vida senão momentos como estes e outros
que nos marcam como tatuagens de emoção e de sangue vivo...
Vive,
Vivo.
Morte
Morto.
A transfiguração de um estado para o outro não é assim tão grande,
um passo de distância os separa,
o regresso à terra prometida é sempre mais difícil quando não conhecemos o caminho.
Perda
Perco-me
em mim..
não sei
Encontro-me...
Encontrem-me.
Orações despedaçadas
não colam corações estilhaçados
e lágrimas feitas
já não desfazem os rios vincados de línguas amargas que percorrem indistintamente o seu caminho.
Solta..
Solto..
Verdade
Mentira
O passo é sempre curto demais e o caminho de regresso é mais difícil que o passo em frente.
Em cada degrau que desço subo mais dois para descer outro novamente,
Fico aqui
No sítio do costume
no poisio do lugar nenhum.
Sem estas palavras não avançava dois passos para trás nem um para frente
com elas fico onde comecei.
Deitado no joio da esperança
encaro o leite derramado de uma etiqueta desfeita e de um pranto sufocado.
Num prado verdejante as coisas simplesmente verdejam
no deserto desertificam
e em mim esquecem.
Caminhei mil passos antes de começar a minha caminhada e outros tantos ficarão por fazer
Porque há sempre mais que um caminho
e há sempre mais que um destino
mesmo quando não sabemos o caminho de volta para casa
e esta seja em lugar nenhum.
Nunca é tarde para chegar mais cedo que o nunca.
E nunca nada fez mais sentido do que nada disto ser sentido
Antes esquecido e amarfanhado num bilhete de ida sem volta à casa partida.
sexta-feira, 27 de junho de 2008
se conseguisses ler o meu olhar..
Se conseguisses ler o meu olhar
que te implorava um beijo
se conseguisses mergulhar nua nos meus olhos e dançar
e desejar apenas pousar em mim...
Se conseguisses sarar as minhas feridas
e olhar-me para o fundo do meu malfadado ser
continuarias a olhar para mim..?
Se conseguisses ver o que eu vejo em ti
olharias mais para mim?
Ou desdenharias do meu cigarro e olharias para o outro lado...
Se sentisses a minha miragem de ser
aproximar-te-ias com ternura e dirias que o mal acaba aqui...
Olha para mim
e vê-me
porque eu não me reconheço.
Olha-me a olhar para ti
e toca-me com o teu sorriso
faz-me sentir único e inesgotável
em vez de pássaro ferido..
Faz-me voar..
com olhos que me dêem asas
para planar sobre a vida novamente
e acreditar de novo que um sorriso puro é o suficiente para apagar toda a mágoa desta e outra vida..
Olha-me...
Vês-me..?
Estou a olhar para ti..
que te implorava um beijo
se conseguisses mergulhar nua nos meus olhos e dançar
e desejar apenas pousar em mim...
Se conseguisses sarar as minhas feridas
e olhar-me para o fundo do meu malfadado ser
continuarias a olhar para mim..?
Se conseguisses ver o que eu vejo em ti
olharias mais para mim?
Ou desdenharias do meu cigarro e olharias para o outro lado...
Se sentisses a minha miragem de ser
aproximar-te-ias com ternura e dirias que o mal acaba aqui...
Olha para mim
e vê-me
porque eu não me reconheço.
Olha-me a olhar para ti
e toca-me com o teu sorriso
faz-me sentir único e inesgotável
em vez de pássaro ferido..
Faz-me voar..
com olhos que me dêem asas
para planar sobre a vida novamente
e acreditar de novo que um sorriso puro é o suficiente para apagar toda a mágoa desta e outra vida..
Olha-me...
Vês-me..?
Estou a olhar para ti..
Tigre de papel
Sou um tigre de papel
Com mãos de vidro e olhos de pedra...
Despedaçado e amarfanhado
um joguete do tempo passageiro.
É na maré de sequidão diária que me passeio nas ruas desta cidade.
Sou um tigre de papel
Com um sopro apenas desapareço na aragem de encontro às folhagens secas e enrugadas como a pele do velho louco sentado num banco de jardim..
Sou ínfimo e redutível a pó e cinza num riscar de um fósforo...
mas sou um tigre...magnífico, imponente e indomável.
Sou um tigre de papel que desempenha o papel de um tigre de verdade mas faltam-me as linhas e deixas da peça para continuar..
Sendo eu de papel que destino sobra senão esvoaçar esmagado ao sabor do vento...
Sou um tigre de papel...não sou um pássaro, se o fosse não seria objecto de caçadas...
Se o fosse, seria um pássaro de verdade, verdadeiro como as mentiras que sentimos ou seria folha branca de papel...
Com mãos de vidro e olhos de pedra...
Despedaçado e amarfanhado
um joguete do tempo passageiro.
É na maré de sequidão diária que me passeio nas ruas desta cidade.
Sou um tigre de papel
Com um sopro apenas desapareço na aragem de encontro às folhagens secas e enrugadas como a pele do velho louco sentado num banco de jardim..
Sou ínfimo e redutível a pó e cinza num riscar de um fósforo...
mas sou um tigre...magnífico, imponente e indomável.
Sou um tigre de papel que desempenha o papel de um tigre de verdade mas faltam-me as linhas e deixas da peça para continuar..
Sendo eu de papel que destino sobra senão esvoaçar esmagado ao sabor do vento...
Sou um tigre de papel...não sou um pássaro, se o fosse não seria objecto de caçadas...
Se o fosse, seria um pássaro de verdade, verdadeiro como as mentiras que sentimos ou seria folha branca de papel...
1
Sem fé nem confiança no futuro
creio apenas no presente
no instante..
há momentos que duram uma eternidade e outros que se esfumam num pôr de sol..
O que realmente vale é a intensidade com que os sentimos e nos deixamos levar...
Sem tocar com os pés no chão
viajar sentado numa esplanada a observar a vida em redor
Pulsante, perfumada e cristalina.
Não me entrego à sombra
há dias em que sou filho do sol
e órfão da noite
e outros em que sou apenas o intervalo entre ambos...
E afinal o que é que isso interessa?
Acordo para sonhar
e deito-me para esquecer.
Recordo o que quero apenas
uma memória qualitativa e sensorial.
E faço com que as minhas escolhas sejam sempre as melhores escolhas
sem medo do passo em frente
sorrio ao abismo
e empenho-me seriamente em me despenhar.
O fim está sempre mais próximo do começo do que pensamos...
creio apenas no presente
no instante..
há momentos que duram uma eternidade e outros que se esfumam num pôr de sol..
O que realmente vale é a intensidade com que os sentimos e nos deixamos levar...
Sem tocar com os pés no chão
viajar sentado numa esplanada a observar a vida em redor
Pulsante, perfumada e cristalina.
Não me entrego à sombra
há dias em que sou filho do sol
e órfão da noite
e outros em que sou apenas o intervalo entre ambos...
E afinal o que é que isso interessa?
Acordo para sonhar
e deito-me para esquecer.
Recordo o que quero apenas
uma memória qualitativa e sensorial.
E faço com que as minhas escolhas sejam sempre as melhores escolhas
sem medo do passo em frente
sorrio ao abismo
e empenho-me seriamente em me despenhar.
O fim está sempre mais próximo do começo do que pensamos...
quinta-feira, 26 de junho de 2008
eu
Sem metáforas nem aliterações, aqui me prostro, aqui me desdenho e me conto.
Sem jogos, sem malícia e sem ironia...
Quem é que estou a enganar?
Sou eu.
Mais um golo de cerveja para diluir o meu raciocínio. Gosto assim, da confusão, do dilúvio de pensamentos, da paixão exacerbada pela existência e tudo o resto são cantigas...
....e não há cantiga como a cantiga do bandido..
É este o meu fado.
É o destino que eu escolhi para mim.
Ser até ao fim um indomável patife...daqueles que todos queremos ser, mas ninguém ousa, daqueles que se criticam roídos de inveja, daqueles que mentimos e fingimos ser.
Sem pejo, sem vergonha e sem medo de viver como se não houvesse amanhã.
Ladainhas, conversas banais e histórias de desencanto.
Aqui destilarei o perfume de uma vida igual a tantas outras com uma única inegável diferença.
Está aqui..
Ao alcance de uma miragem
no vislumbre de um alcance...
Escrevo este início sem assomo de um fim provável...
É uma vida que fica
é um silêncio que deixa de existir.
Na palma das estrelas trilharei o meu caminho
como estrela decadente...
Sem freios
Porque agora é o meu nome que eu tenho em jogo
e o nome...é tudo o que eu tenho.
Sem jogos, sem malícia e sem ironia...
Quem é que estou a enganar?
Sou eu.
Mais um golo de cerveja para diluir o meu raciocínio. Gosto assim, da confusão, do dilúvio de pensamentos, da paixão exacerbada pela existência e tudo o resto são cantigas...
....e não há cantiga como a cantiga do bandido..
É este o meu fado.
É o destino que eu escolhi para mim.
Ser até ao fim um indomável patife...daqueles que todos queremos ser, mas ninguém ousa, daqueles que se criticam roídos de inveja, daqueles que mentimos e fingimos ser.
Sem pejo, sem vergonha e sem medo de viver como se não houvesse amanhã.
Ladainhas, conversas banais e histórias de desencanto.
Aqui destilarei o perfume de uma vida igual a tantas outras com uma única inegável diferença.
Está aqui..
Ao alcance de uma miragem
no vislumbre de um alcance...
Escrevo este início sem assomo de um fim provável...
É uma vida que fica
é um silêncio que deixa de existir.
Na palma das estrelas trilharei o meu caminho
como estrela decadente...
Sem freios
Porque agora é o meu nome que eu tenho em jogo
e o nome...é tudo o que eu tenho.
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