Num passo gigante
num cerrar de olhos pequeno
num salto transponho uma montanha
e numa queda afundo num poço.
Incongruente como sempre...
Diletante constante.
Sorriso triste e lágrima doce
Quente como um bloco de gelo
E frio....
Frio como só eu consigo ser.
Podia ser salteador de corações
Não sou
Podia ser ladrão de maus sentimentos
não sou
Podia ser criador de sorrisos
muito menos
Podia ser esboçador de suaves esgares felizes
e também não sou.
Podia até um dia vir a ser escritor
e no entanto sou o que sou.
Nada e tudo
Mais tudo do que nada
Ou mais nada do que tudo..
Um intervalo entre ambos
a anulação perfeita do ser
em que conseguimos fazer tudo
e não somos bons em nada.
Talvez seja o fado do homem mediano
Raquítico de sentimentos
mas anafado de esperança
Pobre de espírito
mas de alma cheia.
A minha vida é um dique
enchida gota a gota por lágrimas que se recusam a cair.
Como as ideias para escrever
Como a vontade para viver
Grandes enormes geniais parindo roedores enfezados.
A montanha nem sequer perdeu tempo em licenças de maternidade
como eu há mil e um
e muitos haverá.
Palavras indistintas cheias de vinho mosto
Aquecem o coração das almas vãs que como eu
almejam sonhar.
O sonho comanda o sonho
Porque a vida essa...
há muito que se perdeu no uivo de um tumulto.
Caem cacos do céu
que se despedaçam no chão
candelabros gélidos que não calham a nenhum
e acertam em tudo.
Não encontro sentido para tudo isto
senão vivo no sufoco.
São só palavras que aqui caem
acerto em tudo
mas não calham a ninguém nem em lugar nenhum.
São só letras
e mais letras
que sentido fazem senão este o de não fazer sentido nenhum.
Exemplifique:
Quanto tempo falta para sentir o tempo voltar para trás?
Quanto falta para o tempo sentir voltar para trás o tempo?
Quando voltar para trás o tempo será que o tempo vai sentir?
num cerrar de olhos pequeno
num salto transponho uma montanha
e numa queda afundo num poço.
Incongruente como sempre...
Diletante constante.
Sorriso triste e lágrima doce
Quente como um bloco de gelo
E frio....
Frio como só eu consigo ser.
Podia ser salteador de corações
Não sou
Podia ser ladrão de maus sentimentos
não sou
Podia ser criador de sorrisos
muito menos
Podia ser esboçador de suaves esgares felizes
e também não sou.
Podia até um dia vir a ser escritor
e no entanto sou o que sou.
Nada e tudo
Mais tudo do que nada
Ou mais nada do que tudo..
Um intervalo entre ambos
a anulação perfeita do ser
em que conseguimos fazer tudo
e não somos bons em nada.
Talvez seja o fado do homem mediano
Raquítico de sentimentos
mas anafado de esperança
Pobre de espírito
mas de alma cheia.
A minha vida é um dique
enchida gota a gota por lágrimas que se recusam a cair.
Como as ideias para escrever
Como a vontade para viver
Grandes enormes geniais parindo roedores enfezados.
A montanha nem sequer perdeu tempo em licenças de maternidade
como eu há mil e um
e muitos haverá.
Palavras indistintas cheias de vinho mosto
Aquecem o coração das almas vãs que como eu
almejam sonhar.
O sonho comanda o sonho
Porque a vida essa...
há muito que se perdeu no uivo de um tumulto.
Caem cacos do céu
que se despedaçam no chão
candelabros gélidos que não calham a nenhum
e acertam em tudo.
Não encontro sentido para tudo isto
senão vivo no sufoco.
São só palavras que aqui caem
acerto em tudo
mas não calham a ninguém nem em lugar nenhum.
São só letras
e mais letras
que sentido fazem senão este o de não fazer sentido nenhum.
Exemplifique:
Quanto tempo falta para sentir o tempo voltar para trás?
Quanto falta para o tempo sentir voltar para trás o tempo?
Quando voltar para trás o tempo será que o tempo vai sentir?

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