quinta-feira, 21 de maio de 2009

sonhos cor de sonhos

Sonho.

Que sejam sonhos côr de sonhos

Que se mantenham assim

inantingíveis, inalcançáveis.

Que o sejam debilitantes

que o sejam desesperantes.

Que o sejam assim côr de sonhos

Porque eu já não sei o que é o quê nem quem é quem.

Que vida é esta que não vivo,

que em cada ensaio me mato mais um pouco..

Que plano universal é este,

que consiste em apenas proceder à minha total aniquilação..

O que raio devo eu fazer,

Só me apetece desaparecer para baixo de uma pedra...

há dias melhores

e há..

há estes dias, onde parece que tudo desaba finalmente

e as forças se esvaem.

De que cor são os meus sonhos

são do cor dos olhos da noite que não me vêem.

A que sabe o sangue que não estanca na ferida universal.

Sabe a fel ou sabe a mel?

Tenho vontade de abrir as asas sobre o mundo

e voar num triunfante mergulho final.

Fraquejo ou não fraquejo,

Durmo não durmo

Vivo...não vivo.

Já não sei.

Hoje não pelo menos.

Hoje nem sei se sonho, se durma, ou se volto a acordar.

Abismo Sonho realidade Alegria Tristeza Esperança Fim Recomeça..

Olha. Vive tu por mim que hoje não me apetece.

Quem faz isso por mim?

Ninguém.

Sonho.

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