Sonho.
Que sejam sonhos côr de sonhos
Que se mantenham assim
inantingíveis, inalcançáveis.
Que o sejam debilitantes
que o sejam desesperantes.
Que o sejam assim côr de sonhos
Porque eu já não sei o que é o quê nem quem é quem.
Que vida é esta que não vivo,
que em cada ensaio me mato mais um pouco..
Que plano universal é este,
que consiste em apenas proceder à minha total aniquilação..
O que raio devo eu fazer,
Só me apetece desaparecer para baixo de uma pedra...
há dias melhores
e há..
há estes dias, onde parece que tudo desaba finalmente
e as forças se esvaem.
De que cor são os meus sonhos
são do cor dos olhos da noite que não me vêem.
A que sabe o sangue que não estanca na ferida universal.
Sabe a fel ou sabe a mel?
Tenho vontade de abrir as asas sobre o mundo
e voar num triunfante mergulho final.
Fraquejo ou não fraquejo,
Durmo não durmo
Vivo...não vivo.
Já não sei.
Hoje não pelo menos.
Hoje nem sei se sonho, se durma, ou se volto a acordar.
Abismo Sonho realidade Alegria Tristeza Esperança Fim Recomeça..
Olha. Vive tu por mim que hoje não me apetece.
Quem faz isso por mim?
Ninguém.
Sonho.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
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