"é preciso muito caos interior para parir uma estrela" - nietzsche
Está mais que visto que vou ser um astro então.
Dias longos que antevêm noites mais compridas.
A malvada lua reflecte ao largo um sorriso
E uma cigarra vadia crepita na janela.
Sob o manto do tejo repousam os navios
dançam fantasmas nas sombras das ruas
e o vento entoa melodias antigas.
Bailam raparigas feitas de palha nas esquinas
e acendem-se lamparinas feitas de nada
e cantam-se em segredo as intrigas.
Tudo isto é vago.
Nada disto é fado.
É torpor, é lamento, é dor que vai desatinando e vai moendo...
Nó desfeito sou livre para ir mais além
mas era aqui que queria estar.
Perene ser
emperrado de movimentos,
salve-se quem puder
porque o porta aviões vai ao fundo..
Há sempre coisas boas no meio do lodo
normalmente são cadáveres sorridentes
Há sempre coisas más no momento perfeito..
É irrepetível.
Tudo é uma questão de visão
e de coração.
E de ter ..
Uso óculos para me ver assim
destroçado.
Seja como for,
não vejo mais além que a ponta do novelo que se desenrola..
Marca o caminho com os sulcos da existência
desenho o adeus
numa passagem sem nível
e sigo directo ao cabo das tormentas..
caos interior nietzsche ? ? ? tu sabes lá do que é que estás a falar..
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)

Sem comentários:
Enviar um comentário