não há vidas normais...
há apenas vidas
e momentos indefinidos de alegria ou tristeza..
ocasos de banalidade e raiares de genialidade
mais simples que o yang e o outro velhaco..
No entanto muitos e muitos desejam apenas ter uma vida normal
não seria melhor pedir uma vida cheia de côr sem um pingo de normalidade..
Momentos standard...
rejeito a definição pelo tédio que a mesma me apresenta.
Pessoas standard..
Não as procuro nem quero que se cruzem no meu caminho.
Tento a fuga ao banal
mesmo na rotina diária.
Fecho os olhos e limito-me a sonhar com vagas infindáveis de magia..
Porque se quisermos, realmente, a ponta do arco-iris está ao nosso alcançe
e o regresso à infância está à distância de um sorriso puro...
Há obstáculos
há barreiras
haverá sempre alguém que não te quer deixar voar
há sempre alguém a dizer que o mundo é suficiente
e que os sonhos não passam de sonhos.
É precisamente por isso
porque os sonhos são sonhos..e ainda bem.
O mundo a mim não me chega
a vida inteira é me insuficiente
vivo esta e outra num fôlego mais veloz que tu consigas dizer irresponsável.
Em última análise somos aquilo que sentimos..
E eu hoje sou apenas eu porque não sinto mais que o meu próprio ser pousado em mim.
Procuro na vastidão dos sentimentos
palavras para etiquetar a fuga ao banal
refugio-me na sombra do disfarce
Porque estou disfarçado de super-maxi de baunilha
de homem normal,
de pessoa simples,
e se calhar até o sou ou se calhar não.
Basta-me a dúvida para arquitectar a minha personagem.
Serei ou não serei banal?
Serei ou não serei inquietante?
Serei ou não serei inantigível?
Serei ou não apenas feito de barro?
Basta-me ser o que sou.
Metade sonho metade real e para sonhar...
para sonhar sonho sempre com o fantástico, o inantigível, o sopro de vida,
a que tantos e tantos catalogam como banal
mas que para mim é único..excepcional..real paranormal.
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
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