sexta-feira, 22 de agosto de 2008

vidas banais

não há vidas normais...

há apenas vidas

e momentos indefinidos de alegria ou tristeza..

ocasos de banalidade e raiares de genialidade

mais simples que o yang e o outro velhaco..

No entanto muitos e muitos desejam apenas ter uma vida normal

não seria melhor pedir uma vida cheia de côr sem um pingo de normalidade..

Momentos standard...

rejeito a definição pelo tédio que a mesma me apresenta.

Pessoas standard..

Não as procuro nem quero que se cruzem no meu caminho.

Tento a fuga ao banal

mesmo na rotina diária.

Fecho os olhos e limito-me a sonhar com vagas infindáveis de magia..

Porque se quisermos, realmente, a ponta do arco-iris está ao nosso alcançe

e o regresso à infância está à distância de um sorriso puro...

Há obstáculos

há barreiras

haverá sempre alguém que não te quer deixar voar

há sempre alguém a dizer que o mundo é suficiente

e que os sonhos não passam de sonhos.

É precisamente por isso

porque os sonhos são sonhos..e ainda bem.

O mundo a mim não me chega

a vida inteira é me insuficiente

vivo esta e outra num fôlego mais veloz que tu consigas dizer irresponsável.

Em última análise somos aquilo que sentimos..

E eu hoje sou apenas eu porque não sinto mais que o meu próprio ser pousado em mim.

Procuro na vastidão dos sentimentos

palavras para etiquetar a fuga ao banal

refugio-me na sombra do disfarce

Porque estou disfarçado de super-maxi de baunilha

de homem normal,

de pessoa simples,

e se calhar até o sou ou se calhar não.

Basta-me a dúvida para arquitectar a minha personagem.

Serei ou não serei banal?

Serei ou não serei inquietante?

Serei ou não serei inantigível?

Serei ou não apenas feito de barro?

Basta-me ser o que sou.

Metade sonho metade real e para sonhar...

para sonhar sonho sempre com o fantástico, o inantigível, o sopro de vida,

a que tantos e tantos catalogam como banal

mas que para mim é único..excepcional..real paranormal.

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