terça-feira, 22 de julho de 2008

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"don't let the darkness eat you up..."

mais fácil dizê-lo do que fazê-lo...

Chega a ser inevitável a colisão com as trevas, é a natureza humana no seu pior...

Um sinal de alarme de algo que ainda estará para vir..
ou apenas feridas recalcadas de um dia em que me roubaram o sorrir.

O nó basculante no estômago não ajuda a suportar o peso das palavras que rastejam para baixo do tapete espiritual..

Pouso os olhos num ponto fixo tentando fugir à escuridão enquanto oiço palavras sem sentido correrem à volta dos meus ouvidos como cães fugidios escorraçados das noites sem mim.

Já não procuro ninguém
apenas a mim e não encontro.

Não me encontro.

Nada a não ser o fim.

Será este o segredo da minha existência...
perder-me para sempre nos confins do anátema da criação
ou subverter-me aos desígnios dos motes enviuzados e abraçar as evidências...

Cada minuto que passa fico mais próximo da reencarnação
cada hora que vai andando deixa-me mais próximo do alheio corpo que irei apoderar.

Enfim...Estou cansado de aqui estar.

Dêem-me nova morada.

Agora quero asas e não pés de barro.

Quero ser e não almejar
quero sonhar sem imaginar
e nunca mais ter de pôr os pés no chão.

A vigília dos lobos aquiescem com mansidão o meu pranto seco
enquanto aguardo pela lua nova...

Há sempre um lugar onde o mundo se esconde
e onde o mundo já não é mais mundo
e cabe na minha palma da mão.

As trivialidades recicladas de um dia banal em forma de poema
fazem a orbe ficar menor
enquanto o vento não sopra a melodia
são as pulsações que marcam o ritmo desfasado.

Umas param
outras reiniciam,
outras começam,
nunca ao mesmo tempo,
todos nós, todos em conjunto, nunca iguais, nunca diferentes na essência...

Mágicos momentos banais de um dia qualquer único irrepetível igual conforme, o que te apetecer.

É sempre mais fácil escolher o outro caminho

No entanto às vezes tudo se resume a uma vírgula, a um nome, a um olhar, a uma pitada de sal
ou um pouco de fé.

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