terça-feira, 8 de julho de 2008

...mais

Vê-me

Juro-te que sou mais do que aquilo que te mostro.

Olha-me

Prometo que te faço ver mais além do que aquilo que é esperado.

Toca-me

Acredita que não sou só aquilo que julgas que eu seja.

Anseia-me

Rodeia-me

e vive por mim uma batida apenas.

Consome-me

e o que sobrar daí entrega quando já não precisares...

que eu estarei aqui

de sorriso guardado no fundo do meu ser

para mostrar a quem mereça e lute

pela luta justa e por querer acreditar em mim.

Sem mais nada que um resquício de forca desamarrada

a manchar um trilho deixado para trás.

Apartado da besta negra e à procura de ir mais além.

Escolherei sorrir quando assim me for ensinado

com a candura de quem ensina um cego a ver por palavras...

Como o azul é profundo, calmo.... e frio...

O vermelho quente ardente incandescente...

Ainda estás aí?

Eu cá estou

uns dias melhor

outros dias pior

festejando o por do sol

e chorando as manhãs..

há coisas que nunca mudam

não consegues ensinar um vampiro a não ser o que é

e um pseudo poeta a escrever com razão.

O sol vai descendo

e eu abro as asas funestas da insensatez

para mais uma noite sem dormir

calejada por palavras incandescentes escritas no manto negro da noite....

Encontramos-nos mais logo

Num beiral de cabeça para baixo

ou num sonho alheio roubado ao exuberante e pernicioso eléctrico chamado destino.

No aquoso findar da clepsidra da existência nada faz sentido

e tudo é mais bonito assim...

Como as cores quentes e frias

que um dia qualquer num futuro incerto me fizeste sentir.

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