Sou um tigre de papel
Com mãos de vidro e olhos de pedra...
Despedaçado e amarfanhado
um joguete do tempo passageiro.
É na maré de sequidão diária que me passeio nas ruas desta cidade.
Sou um tigre de papel
Com um sopro apenas desapareço na aragem de encontro às folhagens secas e enrugadas como a pele do velho louco sentado num banco de jardim..
Sou ínfimo e redutível a pó e cinza num riscar de um fósforo...
mas sou um tigre...magnífico, imponente e indomável.
Sou um tigre de papel que desempenha o papel de um tigre de verdade mas faltam-me as linhas e deixas da peça para continuar..
Sendo eu de papel que destino sobra senão esvoaçar esmagado ao sabor do vento...
Sou um tigre de papel...não sou um pássaro, se o fosse não seria objecto de caçadas...
Se o fosse, seria um pássaro de verdade, verdadeiro como as mentiras que sentimos ou seria folha branca de papel...
Com mãos de vidro e olhos de pedra...
Despedaçado e amarfanhado
um joguete do tempo passageiro.
É na maré de sequidão diária que me passeio nas ruas desta cidade.
Sou um tigre de papel
Com um sopro apenas desapareço na aragem de encontro às folhagens secas e enrugadas como a pele do velho louco sentado num banco de jardim..
Sou ínfimo e redutível a pó e cinza num riscar de um fósforo...
mas sou um tigre...magnífico, imponente e indomável.
Sou um tigre de papel que desempenha o papel de um tigre de verdade mas faltam-me as linhas e deixas da peça para continuar..
Sendo eu de papel que destino sobra senão esvoaçar esmagado ao sabor do vento...
Sou um tigre de papel...não sou um pássaro, se o fosse não seria objecto de caçadas...
Se o fosse, seria um pássaro de verdade, verdadeiro como as mentiras que sentimos ou seria folha branca de papel...

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