quinta-feira, 26 de junho de 2008

eu

Sem metáforas nem aliterações, aqui me prostro, aqui me desdenho e me conto.

Sem jogos, sem malícia e sem ironia...

Quem é que estou a enganar?

Sou eu.

Mais um golo de cerveja para diluir o meu raciocínio. Gosto assim, da confusão, do dilúvio de pensamentos, da paixão exacerbada pela existência e tudo o resto são cantigas...

....e não há cantiga como a cantiga do bandido..

É este o meu fado.

É o destino que eu escolhi para mim.

Ser até ao fim um indomável patife...daqueles que todos queremos ser, mas ninguém ousa, daqueles que se criticam roídos de inveja, daqueles que mentimos e fingimos ser.

Sem pejo, sem vergonha e sem medo de viver como se não houvesse amanhã.

Ladainhas, conversas banais e histórias de desencanto.

Aqui destilarei o perfume de uma vida igual a tantas outras com uma única inegável diferença.

Está aqui..

Ao alcance de uma miragem

no vislumbre de um alcance...

Escrevo este início sem assomo de um fim provável...

É uma vida que fica

é um silêncio que deixa de existir.

Na palma das estrelas trilharei o meu caminho

como estrela decadente...

Sem freios

Porque agora é o meu nome que eu tenho em jogo

e o nome...é tudo o que eu tenho.

1 comentário:

Anónimo disse...

é a tua fiel descrição? olha olha que nao pareceu la grande coisa,lol. deixando de brincadeiras, mais uma vez tiro o chapéu! i'm speechless!